Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Doação de Sangue - Mao - Garotos Podres


O Vocalista da banda Garotos Podres - Mao - irá passar por uma cirurgia na próxima semana e quem puder doar sangue, estará contribuindo.

O local de doação é:

Banco de Sangue Paulista
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 46 - 14° andar - Itaim Bibi
Telefone: (11) 3048-8969

No momento da doação, informar que a mesma deve ser para José Rodrigues Mao Júnior e ao Hospital Cruz Azul de São Paulo.

Mao se mostrou simpatizante ao Coletivo RASH SP quando em maio deste ano aceitou participar da palestra sobre os 100 anos da Revolução Mexicana.

Ainda no início deste ano, organizamos uma campanha convocando punks e skins para uma doação de sangue em massa, com a idéia também de mais uma vez mostrar que não somos uma gangue, mas sim um movimento organizado, que pensa no próximo e sabe da importância em incentivar a doação de sangue sempre que possível.

Com esse simples ato de solidariedade que pode salvar vidas, são milhares de pessoas que você pode ajudar.

Por favor, ajudem a divulgar.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Reunião Aberta - RASH SP - 18/12/2010


Saudações Antifascistas,


Convidamos a todos os simpatizantes do coletivo RASH SP a participarem de uma REUNIÃO ABERTA no dia 18/12 (sábado), visando expor os objetivos e atividades do coletivo e principalmente estreitar o contato com esses simpatizantes.

Havendo interesse em participar da reunião, favor responder esse e-mail nos informando seu nome, idade e se já conhece algum membro do coletivo, para que possamos enviar o endereço e horário da reunião.

Manifestem-se! Combater o preconceito nas ruas e destruir a idéia de que skinheads são racistas, é o seu papel

Saludos Fratenos.

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domingo, 21 de novembro de 2010

Ducky Boys - Caçadores de Nazistas


Recebemos da Maloka Eletrika a indicação para a matéria a seguir, sobre o grupo francês caçador de “skinheads” nazistas Ducky Boys. A matéria foi extraída do Jornal Nordeste, de Portugal.


Arquivo: Edição de 05-10-2010
Secção: Informação Regional


Com apenas 16 anos, João edificou o gang de elite Ducky Boys, começando por expandir o seu domínio ao submundo parisiense no combate armado ao racismo.



Rocky: a Lenda

Em meados dos anos 70, a imigração em França atingia o seu auge. Enquanto que, mais de 20 por cento da população era fiel às políticas do partido de extrema-direita Frente Nacional, criado em 1972 por Jean Marie Le Pen. Estávamos numa época em que, todos os dias, a comunicação social relatava agressões a pessoas de cor, judeus, árabes, orientais e pessoas oriundas de outros países europeus. Foi quando João decidiu insurgir-se contra esta violência, aniquilando-a com mais violência. Aos 16 anos, ele fundou a sua própria gang. Estávamos no ano de 1984, quando os Ducky Boys se formaram pelas mãos, literalmente, do jovem idealista português, mais conhecido por Rocky.

João Manuel Cordeiro nasceu em Sendim da Ribeira, Alfândega da Fé, no ano de 1966. A sua infância permaneceu bem entregue ao cuidado dos avós em Portugal. Na adolescência, viajou, de férias, até França, onde os pais estavam emigrados. Com 13 anos, a visita ganhou um carácter permanente e João passou a ser, também ele, um francês adaptado.

Naquele tempo, os fascistas, cujo mote era “França aos franceses”, constituíam um perigo concreto, fomentavam movimentos e recrutavam seguidores por cada esquina. Era a expansão de um autêntico mercado auto-proclamado violento contra todos os não franceses.

“A princípio, a nossa luta começou contra os sudistas (designação para gangs nazis). Só que nos confrontos ganhávamos sempre. Então, eles pediram ajuda aos skinheads. Ao sector racista”, lembra Rocky.

“Foi aí que começámos a marcar em todo o lado, Ducky Boys: Chasseurs de skins (Caçadores de skinheads). Fui o primeiro a usar essa expressão”, realça. Na época, incontáveis gangs procuravam o domínio de territórios na paisagem urbanística parisiense. “Mas caçadores de skins só nós é que nos considerávamos. E cada vez que os encontrávamos batíamos neles”, conta o líder do grupo multi-étnico Ducky Boys. Eles eram os mais respeitados, os mais temidos, os mais organizados, e, também, os mais bem treinados. Era uma espécie de grupo de elite, constituído, apenas, por campeões e professores de artes marciais, oriundos do Muay Thai, Full Contact e Taekwondo.

“Muitos eram professores de artes marciais. Depois, tínhamos alguns campeões e treinávamos todos os estilos uns com os outros. De maneira a aperfeiçoarmo-nos. Nos anos 80, ainda eram poucos aqueles que lutavam assim”, salienta.

Após confrontos com um gang rival, quase todos os elementos envolvidos ficavam feridos. Alguns, com bastante gravidade. “Há coisas que eu não posso contar!”, reitera.

Os media franceses nacionais e internacionais projectaram, em cobertura mediática, a imagem de Rocky como lutador de rua e cabecilha de um poderoso gang.

Numa luta sem igual contra os skinheads e todos os movimentos nazis e fascistas, a popularidade dos Ducky Boys e a sua reputação nas ruas permitia-lhes serem contratados para trabalhos legais. Desde segurança da Festa da Humanidade (semelhante à Festa do Avante), das manifestações da Confederação Geral do Trabalho, dos festivais de música do SOS Racismo, entre outros.

A curiosidade sobre o homem que controlava Paris proporcionou a Rocky o reconhecimento e cedo o seu grupo começou a fazer capa de inúmeros jornais e revistas como o “Globe”, “Paris Match” ou “New Look”. Em cinema, participaram no filme Furie Rock e, em televisão, foram objecto de reportagens e documentários como “ANTIFA: Chasseurs de skins”.

“Ao aparecermos na televisão, nos jornais e revistas, isso fez com que a juventude quisesse aderir, mas eu não aceitava toda a gente. Tinham de ter a força física, a força mental, tinham que se identificar com o grupo, adaptar-se e a maioria não estava apta para entrar. Então, faziam grupos à parte, à nossa imagem”, relata. Foi o caso de uns rapazes que queriam fazer parte dos Ducky Boys. Como eram muito novos, Rocky não os deixou entrar. Então, eles formaram o seu próprio bando, os míticos Ruddy Fox.

Parte dos gangs existentes em Paris era leal aos Ducky Boys e, apesar de, a alguns, João lhes ter negado entrada no seu grupo restrito, não os excluía. Pelo contrário, orientava-os, instruía-os e resolvia muitos dos seus conflitos. Num sistema de rede, que funcionava como uma família, o grupo do português era a cabeça do polvo com os seus vários tentáculos noutros gangs.

Com um knowhow similar ao crime organizado, distribuíam propaganda, eram distinguidos pelos símbolos que ostentavam seguros de si, ouviam música dos anos 50, pré-Elvis Presley, e baseavam-se numa metodologia de treino físico envolto em coragem.

“Naquele tempo, ser skin/racista era um efeito de moda. Muitos aderiam para poderem andar em grupos. A partir do momento em que começámos a atacá-los, a magoá-los, metade dos skins desapareceu. Só ficaram os mais radicais e organizaram-se como nós nos estávamos a organizar”, frisa.

Tacos de baseball, anéis, cintos, pit bulls e outras, foram as armas dos Ducky Boys que inspiraram e serviram de modelo aos gangs modernos.

Nos dois primeiros anos, todos os elementos dos Ducky Boys andavam com um taco de baseball. Devido às batalhas e ao crescente número de feridos, a polícia, mais atenta, apertou o controlo. “A partir daí, usávamos armas de disfarce: os anéis, os cintos, botas com biqueira de aço, onde, ainda colocávamos umas aplicações cortantes, mas o nosso treino e a nossa coragem eram o essencial”, sublinha o líder.

A criação de pit bulls para venda e o seu uso como cães de ataque foi outra novidade no meio. “Começámos a usar os pit bulls em 88 para atacar os skinheads. O meu pit chamava-se Max e era tão perigoso como uma arma. A única diferença é que não era proibido”, sustenta.

Os Ducky Boys mantiveram-se em actividade durante 13 anos, protagonizando acções tão incisivas e tantas vezes violentas, que os seus feitos chegaram a ser debatidos na Assembleia Nacional francesa. Após esse período, João decidiu regressar. “Quando vim, em 1996, os skinheads já não representavam uma ameaça para a sociedade. Os meus pais, também, me tinham comprado uns terrenos e pensei que aquele fosse o momento oportuno para regressar a Portugal e mudar de vida”, confessa Rocky.

“Ainda, hoje, recebo pela internet mensagens de pessoas, principalmente, de cor e árabes, a agradecerem-me por aquilo que eu fiz!”, conta orgulhoso por ter ajudado a erradicar o racismo, ter apoiado algumas pessoas perante a tamanha adversidade de serem estrangeiros num país estranho e ter educado outras para os ideais “franceses” de igualdade, liberdade e fraternidade entre raças, credos e nações.

Actualmente, com 43 anos, João teve a primeira filha, agora, com 4 semanas. E não coloca, sequer, a hipótese de regressar a França. “Chega o momento em que tens mulher e filha e tens de ser responsável. Hoje, temos um milagre que é a Internet, que me permite dar ordens como se estivesse presente. Ou seja, continuo a ter a minha acção, mas sem ser activa”, adianta.

Hoje, a descriminação e o racismo em França são temas que voltam a estar sobre a mesa. Sobretudo, depois do presidente Sarkozy ter expulsado os ciganos do “seu” país. Actualmente, a Frente Nacional conta, ainda, com cerca de 18 por cento das intenções de voto e a imigração em França volta a estar na ordem do dia.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Curso Livre de Anarquismo

AtivismoABC convida para o "Curso Livre de Anarquismo"

Venha conhecer mais e discutir sobre o Anarquismo. Os encontros terão como base uma leitura prévea, mas que, neste primeiro módulo, abordará alguns dos temas e ideias que concretizaram o anarquismo e que servirá de base para os próximos encontros sobre o anarquismo mais contemporâneo.

Bem, e como os encontros são temáticos, você pode vir nos temas que mais lhe interessar. Esperamos que todos sejam interessantes!!!!

Os encontros serão de 15 em 15 dias, na Casa da Lagartixa Preta às 19:30 h.

Os textos estarão disponíveis na própria Casa e também em nosso site, no encontro anterior.

Os temas dos encontros são:

07/10 - Anarquismo: Uma introdução

21/10 - Anarquismos: Proudhon, Bakunin, Malatesta e Kropotkin

04/11 - Anarquismo e Sindicalismo

18/11 - Revolução Russa e Revolução Espanhola

02/12 - Anarquismo no Brasil

16/12 - Anarquismo na América Latina

Para mais informações acessar: www.fotolog.com/ativismoabc e www.ativismoabc.org

Contato: ativismoabc@riseup.net

Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa
Rua Alcides de Queirós, 161 - Santo André
(Próximo a Eletropaulo, a Cut, a 12 min. da Estação Pref. Celso Daniel - Santo André)

AtivismoABC
[publicado originalmente no site do Ativismo ABC, estamos apenas divulgando o evento]

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Zona Antifascista - Antifa Graffiti


Intervenções Urbanas


N
o post anterior, falamos um pouco sobre a divulgação da propraganda antifascista através de intervenções urbanas: grafite, stencil, stickers, lambe-lambe, etc. Na verdade sobre a necessidade deste tipo de manifestação com caráter crítico, do ponto de vista antifascita.

Na cidade de São Paulo esse tipo de intervenção não é novidade, pelo contrário, as ruas estão cobertas de grafites e colagens, assim como as ruas de demais centros urbanos do mundo. Porém gostaríamos de incentivar esse tipo de intervenção dentro da militancia antifascista da cidade, abaixo disponibilizamos algumas telas para stencil, retiradas do site alemão antifa-nt, imprimam e grafitem tudo por aí:


Em breve iremos postar imagens do p´roprio coletivo RASH SP para stencil e para colagens (lambe-lambe), juntamente com a receita para fabricação da cola.

Segue abaixo algumas fotos desse tipo de intervenção urbana pelo mundo: Stencil Antifa 1, Stencil Antifa 2, Stickers Antifa 1, Stencil / Stickers Antifa 1, Stencil / Stickers Antifa 2, Stencil / Stickers 3, Stencil / Stickers 4, Stencil / Stickers 5, Stencil / Stickers 6 e Stencil / Stickers 7.

Manifestações Antifascistas - Faça Você Mesmo


P
ercebemos que nas GIG´s e nos eventos que frequentamos / realizamos, o número de pessoas que auto se intitulam antifascistas e que estão em nosso meio, têm aumentado. Pelo menos os que comentam conosco ou que vizualizamos, nos que tentam repassar essa mensagem através do uso de camisetas com estampas do tipo, distribuem zines e informativos, etc.

O nosso entendimento para tal afirmação é a de que esses indivíduos são contra toda e qualquer forma de preconceito, ou seja, contra o racismo, contra a homofobia e a xenofobia. São contra a exploração do homem pelo homem e também apóiam não somente a luta feminista e sim são contra qualquer forma de machismo.

Partindo desta idéia inicial, essas pessoas não “andam” em cima do muro, não mantém relação com grupos ou pessoas que são a favor de ideais fascistas.

Como já dito anteriormente (boletim passado - nº 4 – jul/ago de 2010), o papel do coletivo RASH SP é fazer a articulação dos grupos e indivíduos que são contra o fascismo, presentes não somente na cena urderground, mas também os simpatizantes com o nosso coletivo. Fortalecer a identidade e consciência desses interessados e tratar que se assumam como antifascistas.
Sendo assim, estamos aqui fazendo um chamado à todas essas pessoas para que organizem intervenções, com intuito de divulgar a propaganda antifascistas, através de intervenções não violentas.

Organizar essas intervenções, tornando públicas situações de injustiça, repressão, preconceito e exploração. Agir diretamente em protesto, reivindicação, pressão, etc.

A criatividade, originalidade e o humor são elementos fundamentais e que devem ser utilizados na criação destas mensagens, tornando essa forma de ativismo político mais divertido e comprometido.

As manifestações podem ser organizadas e difundidas através de colagens de cartazes, grafites, stickers, stencil, manifestações artísticas em geral, todas com contextos antifascistas.

Na Europa, EUA e alguns países da América do Sul, essa é uma prática bem usada como forma de ativismo e propaganda antifascista, vamos tornar essa prática mais usual. Organize-se e lute!

sábado, 11 de setembro de 2010

Solidariedade URGENTE!


FESTA EM SOLIDARIEDADE AXS PRESXS POLÍTICXS ANARQUISTAS NO CHILE


No dia 14 de Agosto de 2010 quase dez domicílios foram invadidos por uma equipe muito bem armada de policiais militares do Chile, entre esses domícilios, várias okupas e bibliotecas anarquistas. Foram presas 14 pessoas, sendo que 10 delas estão em prisão preventiva até hoje e vao continuar pelos próximos 180 dias, período que vai durar a investigaçao.

Estão sendo acusados de associaçao ilícita terrorista com porte e colocaçao de artefatos explosivos. Tudo isto é mais uma das constantes montagens policiais, juridico e jornalísticas que o Governo Chileno inventa para criminalizar xs anarquistas e antiautoritários que se enfrentam ao poder e ao capital.

Para saber mais:

www.anticarceraria.blogspot.com

http://libertadalos14a.blogspot.com/

http://solidaridadporlxspresxs.blogspot.com/2010/09/reflexiones-en-torno-al-bicentenario.html



domingo, 29 de agosto de 2010

Skinheads e Punks Antifascistas de Santa Catarina CONTRA A HOMOFOBIA


Dos dias 1º à 08/08/2010 ocorreu em Joinville/SC, a 2º Semana da Diversidade Joinville, encerrando-se np último dia 08 com uma passeata pela cidade. A passeata contou com o apoio e a presença do grupo Molotov - que foi notícia no jornal local - composto por punks e skinheads ANTIFASCISTAS da cidade. O grupo também esteve presente na passeata de 2009. Abaixo a resenha elaborada pelo grupo para o nosso blog:


Militantes da S.H.A.R.P. seção Santa Cataria, Coordenadoria Molotov Antifascista e mais alguns simpatizantes da cena punk e skinhead antifascista de SC, se reuniram domingo dia 08 de agosto para participar de mais uma passeata contra a homofobia em Joinville/SC.

Apesar das reivindicações não serem discutidas anteriormente o que deixou vago o objetivo da passeata ao nosso entendimento, concordamos em apoiar a luta contra o preconceito com algumas ressalvas que foram esclarecidas durante o encontro como: a nossa recusa ao princípio de criminalização, que tenta encobrir a verdadeira raiz do problema, bem como ao princípio de isonomia na constituição brasileira, pois acreditamos não passar de uma medida reformista adotada pela burguesia com a velha máxima: “Todos são iguais perante a lei”, que tenta ludibriar o proletariado.

A passeata foi tranqüila e sem nenhum problema, porém assim como de costume tudo terminou em uma festa na chegada ao Mercado Municipal, onde os participantes se reuniram para tomar umas cervejas e falar um pouco a respeito do evento. O que nos faz pensar mais uma vez se realmente queremos participar destes eventos.

Tirando a pequena e praticamente insignificante presença de alguns membros já conhecidos de grupos fascistas que tiveram a “cara de pau” de aparecer no evento, mas que logo se retiraram, quando perceberam a presença das organizações mencionadas anteriormente, não notamos nenhuma ação de repressão pelos grupos fascistas (tampouco da polícia). Esses grupos apareceram e logo entenderam o recado. Bash The Fash!

De qualquer forma acreditamos que a passeata teve suma importância no esclarecimento das posições políticas da SHARP-SC tal como da Coordenadoria Molotov Antifascista para todo o público presente. Agradecemos a Associação Arco Irís e a todo pessoal envolvido que resolveu “abrir a cebeça” e enxergar o que realmente é um punk e principalmente um skinhead.

[passeata de 2009]

Vida longa Punk / Vida Longa Skinhead / Vida Longa Antifa!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Entrevista - The Oppressed

A banda "The Oppressed" dispensa comentários. Com uma postura completamente antiracista - seja em suas letras, entrevistas, comentários durante suas apresentações e outras ações - a banda de Cardiff/Reino Unido, foi formada em 1981. Pararam de tocar em 1984 e depois retornaram à ativa.

O vocalista da banda, Roddy Moreno, com quem conversamos por e-mail recentemente, foi um dos responsáveis por promover as idéias do movimento S.H.A.R.P. na Inglaterra ainda nos anos 80. Como dito, a banda dispensa comentários, suas letras falam por si só. Acompanhem na íntegra a entrevista que fizemos com eles, respondida por Roddy Moreno:

RASH SP: Depois de tanto tempo de estrada e passando por tantas mudanças, qual atual formação da banda?

Roddy Moreno: A formação atual sou eu, meu irmão Dom, Floyd na guitarra e Tony Kizmus na bateria. Tony era o pequeno skinhead branco na manga “Work Together”.

[Roddy Moreno]

RASH SP: Vocês participaram do nascimento do Oi!. Como está o Oi! hoje em termos de cena musical aí no Reino Unido e na Europa?

Roddy Moreno: é uma cena saudável aqui porque os nazis foram levados pro underground. Ainda há indiferença e muitos não políticos, mas você não vê a escória em shows e existe uma cena antifascista bem saudável. Skins, punks, hardcore antifascistas agora trabalham juntos para manter a cena livre de nazis.

RASH SP: Vocês chegaram a parar de tocar em 1984. O que os levou a voltar e fazer apresentações como algumas que fizeram recentemente tanto no Reino Unido quanto n Europa Continental?

Roddy Moreno: Primeiro nos ofereceram bastante dinheiro ara tocarmos “Punk & Disordely”, portanto o principal motivo foi financeiro. Nós somos todos simples trabalhadores com famílias e era difícil recusar o dinheiro oferecido mas como estávamos tocando novamente nós continuamos e significa que nós podemos fazer alguns shows pela causa.

RASH SP: Todos sabemos da longa luta de vocês contra o racismo e o fascismo na cena Skinhead e na imprensa brasileira a imagem do Skinhead ainda é majoritariamente associada ao fascismo. Mas como está essa cena atualmente no Reino Unido e na Europa? Na sua opinião os boneheads estão diminuindo?

Roddy Moreno: A escória nazi nunca é vista nos concertos porém eles ainda estão tocando em shows escondidos e fazendo planos para uma nova ordem, mas a verdade é que eles são uma piada e ninguém os leva a sério.

RASH SP: Outra questão relacionada com a cena Skinhead. Como vocês vêem o papel de agrupações como o Sharp e o Rash atualmente?

Roddy Moreno: Eu creio que qualquer um que se ponha contra a escória nazista merece crédito. A política deles não interessa, para mim a luta contra o racismo é o importante.

RASH SP: Passando para o futebol, vimos que vocês torcem para o Cardiff e vimos também que o time fez uma boa campanha nessa última temporada. Qual a expectativa de vocês em relação ao Cardiff na próxima temporada?

Roddy Moreno: Bom, nós desperdiçamos o progresso para a “Premier league” (algo como a primeiro divisão) ao perdermos para o “Blackpool” na final em Wembley. Eu esperei 30 anos para ver o Cardiff City de volta ao topo mas eu rezo para que esta temporada nos leve de volta a ele.

RASH SP: Vocês possuem um cd chamado Music for Hooligans. O que é o hooliganismo hoje no Reino Unido? Existem torcidas que adotam posturas antifascistas mais firmes aí no Reino Unido?

Roddy Moreno: Nunca houve um elemento político no futebol no Reino Unido ao contrário da Europa, onde existem times fascistas e antifascistas. No Reino Unido sempre foi importante a área de onde você é. Aqui ele lutam apenas pelo futebol e não por política.

RASH SP: Além do Oppressed, quais os outros projetos que vocês desenvolvem?

Roddy Moreno: Eu e o Dom tocamos no “Tighten Up”; eu e o Floyd tocamos no “The D Teez”.

RASH SP: Há no momento a expectativa de lançarem material novo?

Roddy Moreno: Tem alguns anos que eu não escrevo nenhum material novo, então é improvável.

RASH SP: Chegamos ao fim, agradecemos atenção de vocês. Fica aí o espaço para uma mensagem final

Roddy Moreno: Como sempre, obrigado pela entrevista e “FUCK FASCISM BEFORE IT FUCKS YOU” (Foda o fascismo antes que ele foda com você!).

domingo, 15 de agosto de 2010

Resenha - Comemoração de 8 Anos do Coletivo RASH SP


N
o dia 07/08 transcorreu em São Paulo o festival "Destrua o Fascismo", em comemoração aos 8 anos de existencia do coletivo RASH SP. Nesses 8 anos de resitência enfrentamos muitas dificuladades, muitos boicotes e acusações infundadas tanto dos fascistóides de plantão, quanto de pseudo-libertários que por trás de um suposto radicalismo anti-fascista escondiam apenas um sentimento de rivalidade ganguista. Para o desespero de todos esses estamos aí... E não pretendemos parar!

Acreditamos que nesses anos contribuimos para que coisas novas e positivas tenham surgido na cena skinhead e em parte da cena punk, portanto temos plena convicção de que tudo o que foi feito nesses anos, com seus erros e acertos, não foi em vão. Nesse festival tivemos o saldo positivo de ver pessoas novas surgirem na cena e de ampliar nossos contatos, no que diz respeito as bandas foram três as que se apresentaram: Última Classe, 88Não! e Juventude Maldita. Também contamos com material tanto para ser distribuido quanto vendido, material que além da divulgação de nossas propostas também contribuiem para que o coletivo continue com suas atividades.

No que diz respeito especificamente a parte musical, a primeira banda a se apresentar foi a Última Classe, vinda do litoral para o festival. A banda apresentou seu repertório com músicas próprias e alguns covers, mostrando um som influenciado pelo punk setentista e pelos clássicos do Oi!.

Na sequência veio a apresentação da 88Não!, banda a qual o coleitvo RASH SP será sempre grato, por todo apoio que sempre nos deram, inclusive já tendo tocado no nosso primeiro festival. Um punk rock forte e ao mesmo tempo melodioso e letras consistentes, foi o que a 88Não! apresentou, uma excelente banda de punk rock!


Por fim tivemos o Juventude Maldita, grandes canções punks, um clássico pra se cantar junto (Grândola, Vila Morena) e uma versão muito boa de uma tradicional canção anarquista espanhola (A las Barricadas), puseram todos pra pogar!



Agradecemos a todos os que compareceram e prestigiaram o evento! Seguiremos firmes com ou sem dificuldades, procurando sempre contribuir para uma cena mais saudável!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Various Artists - The RASH United Army - Vol. 1 e Vol. 2


D
isponibilizamos abaixo, os dois volumes do compilado "The RASH United Army", elaborados e distribuídos pelo pessoal do blog "Musica de la Calle", em qual trata de reunir todas as canções referentes à RASH e ao movimento REDSKIN. Alguns temas são clássicos e alguns não tão conhecidos.

Para baixar, cliquem nos links abaixo.

The RASH United Army - Volume 1



01 - The Redskins - Reds Strike The Blues
02 - Brigada Flores Magón – RASH
03 - Antiruggine - 100% RASH UNITED
04 - Banda Bassotti - Giunti Tubi Palanche Ska
05 - Mossin Nagant – RASH
06 - Opció K-95 - Skinhead only Red
07 - Núcleo Terco - La Ley del Combate
08 - Ya Basta! - Lucha y Fiesta
09 - Guardia Negra - Redskins!
10 - Alerta Guerrilla - Pelones (Redskins 2002)
11 - Guardia Bermellón – Redskins
12 - Sistema Sonoro Skartel - Redskin Reggae Dub
13 - Avalots - Red Skins
14 - Komintern 43 - RASH UNITED
15 - Военное Положение - Red Skinhead
16 - Brigada Oi! - RASH NC
17 - Desperta Ferro - Només hi ha un Camí

The RASH United Army - Volume 2




01 - The Redskins - Young & Proud
02 - Red Banner - Cultura del Carrer
03 - Inadaptats - Red Skins
04 - Direttiva 16 – RASH
05 - Kortatu - Etxerat!
06 - Bolchoï - Violence Rouge et Colere Noire
07 - Full Time Skins – Redskins
08 - Kominter 43 - Espiritu Redskin
09 - Camarada Kalashnikov - Un Sol Front
10 - Oi! Se Arma - RASH Canarias
11 - Redweiler - Red Skinheads
12 - Vozintierra - Rojos y Anarkistas
13 - Brigada Oi! - Orgullo Redskin
14 - Noise & Oi! – RASH
15 - Бригадир - Красные и Анархо Скины!
16 - Skuadron48 - PRAB

Conforme divulgação do próprio blog, essas músicas são de distribuição completamente gratuita. E pedem que apenas vendam os CD´s, em situações de apoio à companheiros.

Novo Estatuto do Torcedor


“N
o capital tudo vira mercadoria”, já foi dito uma vez, desde os “direitos” básicos (saúde, alimentação, educação, etc) até as “contraculturas” (que ingenuamente pensam estar fora da engrenagem), Isso acontece, também, no esporte mais popular do mundo: o futebol. E não haveria de ser diferente. O fato de compreender que isso ocorre não significa que é aceitável ou justo.

Com relação ao futebol, existe claramente uma diferença de conceito, para os sangues sugas que lucram com ele diariamente. É um entretenimento, um ”espetáculo”. Mas a realidade é que o futebol é muito mais que isso, futebol é sentimento, paixão, ódio, alegria, tristeza, suor, lágrimas.

Com toda certeza, o amor de um verdadeiro torcedor pelo seu time é o amor mais puro que existe, é aquele que não pede nada em troca. Pode haver cobranças com relação a resultados, no entanto a grande verdade é que mesmo nas derrotas, a paixão não muda.

Esse amor pelo clube, faz com que por vezes nada mais importe, família, amigos, namorada...não tem jeito, não adianta, têm horas que o único lugar que importa é a arquibancada, o resto se ajeita depois. Faz sentido? Provavelmente não, mas não tem que fazer mesmo, não tem que ter explicação, não tem que ser justo, é sentimento, não é racional.

Na contramão disso tudo, aqueles que vêem o futebol como entretenimento, lançam agora o “Novo Estatuto do Torcedor”, com o intuito de proteger o “consumidor” de futebol e “prevenir” a violência em eventos esportivos. Desculpa esfarrapada para afundar ainda mais a sociedade de controle e transformar os estádios em casa de espetáculo de ópera.



Na prática, para quem mora no Estado de São Paulo, pouca coisa muda, já que por aqui há tempos tudo é proibido, porém as penas ficaram mais duras. Claramente esse recrudescimento vai afetar mesmo as torcidas menores, já que é mais fácil a identificação física dos membros destas torcidas.

A maior patacoada desse novo estatuto, e prova de que o “combate a violência” é só uma desculpa, está no artigo que prevê sanções às torcidas que brigarem ou “incitarem a violência” (termo extremamente vago) até 5 km dos estádios. Pombas! Há muito, as brigas perto do estádio são raras ocorrendo, em sua maioria das vezes, nos próprios bairros ou no trajeto dos estádios. Qualquer um que acompanhe futebol para além dos programas esportivos e jornais “especializados” sabe disso, as “autoridades” também sabem.

A realidade é simples, em 2014 a Copa do Mundo será realizada aqui, faz-se necessário mostrar para a FIFA e para o mundo que somos “civilizados”, que sabemos “apreciar o espetáculo”, que estamos enquadrados na nova ordem do futebol, que as “famílias vão aos estádios” (proselitismo para esconder “queremos elitizar os estádios”). O Estatuto do Torcedor foi a primeira medida, encher os estádios de cadeiras com lugares marcados será a outra, aumentar os preços do ingresso também, e por aí vai. Já mataram o futebol no campo, querem matar na arquibancada também.

ps: sobre a proibição de xingar no estádio, é tão ridículo que nem merece comentários.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Entrevista - Stage Bottles


Às vezes anti-social, mas sempre antifascista! Este é, traduzido para o português, o título de um dos discos da banda alemã Stage Bottles. Formada em 1993, a banda é até hoje umas das mais relevantes bandas skinheads antifascistas do cenário europeu. O primeiro lançamento da banda ocorreu no mesmo ano de sua formação e foi o EP "They are Watching Me" e no ano seguinte veio o primeiro LP: "Corruption and Murder", de lá para cá foram mais 4 discos solos, além da participação em coletâneas, discos ao vivo e splits. Musicalmente a banda combina Punk Rock, Oi! e Ska e além de baixo, guitarra e bateria, utilizam um saxofone. A formação atual é a seguinte: Olaf (Vocal, Saxofone) Marcel (Guitarra), Easy Dan (Guitarra), Kimba (Baixo) e Simon (Bateria). O Stage Bottles é umas das bandas mais ativas da Alemanha, se gabam de já terem tocado em mais de 400 shows e o fato é que a banda já dividiu o palco com The Oppressed, Angelic Upstarts, Los Fastidios, Klasse Kriminale e muitos outros expoentes da cena punk e skin européia. Eles mesmos dizem que as origens da banda estão na formação do movimento SHARP na Alemanha, por isso é que eles estão até hoje na linha de frente da cena Skinhead antifascista!

Nós do coletivo RASH SP, fizemos contato no mês de julho/2010 com o vocalista da banda - Olaf - para uma entrevista exclusiva, que você acompanha a seguir. Olaf atendeu nosso pedido com muita rapidez e respondeu todas as perguntas com boa vontade e interesse. Acompanhem:

RASH SP: O Stage Bottles é uma banda com praticamente 17 anos de existência, num espaço de tempo assim muita coisa aconteceu e vocês mudaram a formação várias vezes. Qual a formação atual?

Olaf: Nós tivemos muitas mudanças na linha de frente da banda. Nos últimos 07 meses nós tivemos que praticar com um novo baterista e um novo guitarrista, então nós não fizemos muitos shows. A formação atual é Marcel e Slavko na guitarra, Olaf (número 02) na bateira, Kimba no baixo e eu, outro Olaf, no sax e no vocal.

RASH SP: E ainda nesse espaço de cerca de 17 anos, quantos álbuns vocês lançaram ? E vocês têm idéia de quantas gig’s tocaram?

Olaf:
Nós já lançamos 05 álbuns. Demora cerca de três anos para que nós façamos um novo álbum. Nós lançamos alguns 7" e fizemos alguns “splits” com várias bandas. Nós também lançamos algumas músicas exclusivas em compilações. Eu não sei quantos shows nós fizemos, mas deve ser algo em torno de 500.

RASH SP: Outro aspecto que sempre se relaciona a bandas com um bom tempo de estrada são as mudanças na sonoridade e na mentalidade. Com todas as mudanças na formação, como isso afetou vocês, em termos de sonoridade e mentalidade?

Olaf:
Boa pergunta. Com as mudanças pelas quais passamos nós tivemos alguns problemas com diferentes mentalidades dos membros da banda. Claro, de algum modo cada membro da banda estava envolvido no universo punk rock, skinhead ou futebolístico. O estilo musical sempre foi de agrado de todos os membros, mas o nosso último guitarrista que deixou a banda, por exemplo, queria se tornar mais bem sucedido e tentar fazer com que outro tipo de público ouvisse o Stage Bottles. Porém o Stage Bottles é uma banda do meio subcultural que canta sobre nossas vidas. E não é fácil que as maiorias das pessoas entendam um verdadeiro modo de vida da maneira que nós entendemos com o Stage Bottles. Então, não seria necessário mudar nossas letras e parte da nossa identidade para que outras pessoas passassem a ouvir a banda. Acredito que esse seria o fim da banda, já que o que o Stage Bottles faz no momento é o que o Stage Bottles realmente é.

RASH SP: O Stage Bottles é uma banda declaradamente antifascista, então diga-nos como é essa questão na Alemanha e na Europa hoje. Qual a extensão dos grupos e organizações fascistas na sociedade alemã e européia? E como tem sido enfrentar esses grupos?

Olaf:
Quando a banda começou a cena era bem menor e nós e nossos amigos éramos um grupo de skins antifascistas. Portanto, nós fomos confrontados por nazis desde o começo da banda. Nós tocamos em gig’s nos anos 90 com o Cock Sparrer por exemplo, e tinham nazis no show. Nós e nossos amigos os atacamos e eles tiveram que deixar o show. Fascistas nos shows é uma coisa. Outra coisa é que nós conhecemos muitas pessoas de lugares alternativos na Europa toda. Lugares alternativos não são realmente adorados pelos nazis. Então nos sentimos solidários com tais lugares e fazemos concertos sociais, por exemplo, ou os ajudamos fazendo segurança ou algo do tipo. Nós às vezes tocamos em gig’s em cidades que os nazis estão marchando ou “recrutando”, e nós então damos apoio aos antifascistas seja tocando ou apenas estando com eles. Outra coisa é que nos interessamos e procuramos informações sobre os nazis e o que eles fazem.

Nós temos uma forte rede de apoio e então nós não somos realmente confrontados por nazis nos nossos shows, e sim em algumas outras ocasiões, como demonstrações antifascistas. É estranho o quão forte os nazis são. No momento, eles estão tentando ter uma imagem mais normal. Estão tentando se envolver numa vida pública mais normal. Principalmente no Leste europeu, onde as pessoas ainda estão procurando por sua identidade, eles estão se tornando mais fortes e mais violentos. Mas há também algumas partes na Alemanha que eu seria bem cauteloso.


RASH SP: Ainda considerando a postura antifascista da banda, vocês fazem parte de algum grupo ou organização política?

Olaf: Não, nós somos completamente independentes. Nós trabalhamos com diferentes pessoas que estão envolvidas com organizações distintas. Nós também nos recusamos a trabalhar com pessoas que, apesar de esquerdistas ou antifascistas, não passam de idiotas. Nós nunca daremos apoio a stalinistas, por exemplo.

RASH SP: Aqui no Brasil a imagen dos Skinheads ainda é muito associada ao neonazismo e ao racismo. Como está a cena Skinhead aí na Europa atualmente, considerando tanto a parte musical como os problemas relacionados com a vinculação da imagem dos Skinheads ao neonazismo e ao racismo?

Olaf: Nós começamos a construir o movimento SHARP (Skinheads Against Racial Prejudice) há cerca de 20 anos atrás. Roddy Moreno, vocal da banda “The Oppressed” de Cardiff/País de Gales/Inglaterra o trouxe de Nova Iorque. Nós organizamos a marcha skinhead, concertos e entrevistas na TV. Por causa do SHARP várias bandas Oi! e de Street Punk se criaram. Então, é realmente uma grande cena. Algumas pessoas ainda acham que skins são nazis, mas no geral o público sabe que skinheads não são sempre nazis.


RASH SP: Vocês tem uma musica chamada Hooligan. Então para que times torcem?

Olaf: Essa música não se trata apenas de futebol. Eu escrevi a letra. O motivo desta música é a questão do por que eu comecei a me envolver em brigas, apesar de ter tido uma boa educação, tocar instrumentos e ter terminado de freqüentar a universidade e etc. Então, se você tiver um forte sentimento de justiça e falar não surtir mais efeito e nem fazer mais sentido, você começa a ser agressivo e tenta seguir suas crenças através de ações físicas. Aí você é meio que um hooligan.

Mas a música é também sobre o hooliganismo no futebol. Às vezes é divertido ter brigas no futebol, apesar deu tentar não me envolver mais nelas. Eu não quero perder meu emprego e não quero ir para o hospital ou me machucar e ter que cancelar shows por conta disso.

Eu torço pelo “Fortuna Duesseldorf” (segunda liga); dois de nós torcem para o “Frankfurt” (a principal cidade da nossa área – primeira liga) e o resto da banda não liga muito pra futebol.

RASH SP: Como vocês vêem o hooliganismo comum e despolitizado e a questão que envolve as torcidas fascistas e antifascista?

Olaf: Muito frequentemente depende de que cidade o grupo hooligan vem. Frankfurt é ok, Duesseldorf não é mau. Mas há sempre o perigo de hooligans serem meio que de direita.

Vários deles são nascidos nos guetos, não tendo uma socialização descente. Então provocação é muito importante. E provocar fingindo ou sendo um nazi, sempre funciona.

Mas, nos últimos anos, muitos hooligans, especialmente líderes que envelheceram, querem ser anti-sociais num nível melhor. Então eles tentam não aceitar nazis nos grupos deles. Alguns gurpos de hooligans são oficialmente antifascistas. E outros ainda são completamente influenciados pelos nazis.

RASH SP: Alguns de vocês também integram o Blaggers ITA. Como vocês estabeleceram esse vinculo com uma banda inglesa?

Olaf: Eu era um membro do Blaggers ITA de 1992 até 1993. Eu até morava em Londres nessa época. Aí eu e o Marcel (também guitarrista do Stage Bottles) estávamos envolvidos na junção em 2001. Estou cantando perto do cantor de hip hop Christy agora. Nós nunca fizemos novas músicas. Nós só tocamos em 05 shows por ano e em sua maioria, gig’s antifascistas. Em 2001 nós tocamos pela primeira vez, pois uma organização chamada de IWCA (Independent Working Class Association – Associação Independente da Classe Trabalhadora) precisava de dinheiro para as eleições para prefeito de Londres. Membros do Blaggers estavam envolvidos nesse grupo político. Nós arrecadamos 6.000 euros – entre 2001 e 2003. Foi um grande sucesso. Depois disso algumas pessoas ainda estavam interessadas em fazer gig’s do Blaggers, então nós continuamos.

RASH SP: Nos chegam aqui as notícias sobre a atual crise na Europa e as manifestações na Grécia. Como vocês analisam essa crise e o que vocês pensam que pode acontecer a partir dela?

Olaf: Minha análise: algumas pessoas só pensam em acumular capital. Eles não estão nem aí para o que está acontecendo. Eles pensam que o ponto principal de ser livre na nossa assim chamada democracia é a liberdade de levantar o máximo de dinheiro que você puder. Eles se esquecem da liberdade de outros que dependem do trabalho, da educação correta, etc. E a sociedade ainda pensa que “merdas acontecem”. Eu acho que é um problema do espírito das nossas sociedades. Responsabilidade social não é tão importante quanto se tornar rico. Eu jamais faria algo na minha vida que repercutisse negativamente na vida de outra pessoa, apenas para ter dinheiro e poder.

Porém, outras pessoas fariam e são protegidas pelos políticos. E políticos são frequentemente, parte do sistema. Muitas coisas são feitas apenas porque os países querem ser economicamente fortes. O sistema no qual vivemos faz com que isso seja necessário, mas alguém sempre sai perdendo. E, se muitas pessoas perdem, nós entramos em crise e todos parecem se surpreender com isso. Eu conversei com o corretor da bolsa que é envolvido com a cena hooligan de Frankfurt. Ele disse que sempre avisou aos colegas para serem cautelosos. Eles não ouviram. Ele disse que sempre soube o que estava acontecendo. Outros também deveriam saber disso e não estavam nem aí. E apesar de terem ferrado sociedades inteiras, não foram responsabilizados de forma correta.

Então, acontecerá de novo e de novo se não houver uma séria mudança. Mas se você falar sobre outro modelo de sistema, você é tido como um comunista ou um terrorista intelectual que quer acabar com a chamada democracia. Portanto o sistema não é capaz de curar a si mesmo. O sistema é falho e a maioria ainda pensa que é culpa de erros individuais.

RASH SP: Por fim, agradecemos por concederem a entrevista e fica aí o espaço para um recado final.

Olaf: É uma pena que o Brasil seja tão longe. Nós ouvimos dizer que vocês têm uma cena bem viva e que nós realmente deveríamos tomar conhecimento dela. Talvez algum dia. Falem com a gente caso alguma banda brasileira interessante venha à Europa. Talvez nós possamos encontrá-los e dar suporte a eles.

Saudações,

Olaf/Stage Bottles.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Trailer DVD - Segunda Grande Marcha Antifascista em Bogotá na Colômbia



S
egunda Grande Marcha Antifascista em Bogotá na Colômbia, com mais de 2 (dois) mil participantes.

Música da banda de Rock Proletário de Bogotá: Komintern 43.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Boletim Julho/Agosto 2010


Clique aqui para baixar o exemplar de julho/agosto 2010 do Boletim Informativo do Coletivo RASH SP.

domingo, 25 de julho de 2010

Comemoração de 8 Anos do Coletivo RASH SP

Saudações!

O Coletivo RASH SP convida a todos para a comemoração de seus 8 (oito) anos de fundação!

Data: 07/08/2010 (sábado)
Horário: à partir das 16 horas
Local: escrevam para contatorashsp@yahoo.com.br que informaremos o endereço
Entrada: R$ 5,00
Bandas Confirmadas: Juventude Maldita + 88Não! + Última Classe + discotecagem (Punk/Oi!/Ska)

Contamos com a presença de todos, compareçam! Troquem idéias e façam novas alianças. Uma cena atifascista unida depende de você!



sexta-feira, 23 de julho de 2010

Copa do Mundo: Futebol Arte ou Arte de Lucrar?

Acabou mais uma copa do mundo de futebol, e nós como amantes do futebol, poderíamos nos entristecer pelo fim do mesmo, não acham? Pois seria o evento em que estariam “os melhores” jogadores de futebol da atualidade, porém...

A copa envolve muitas outras coisas, o jogo de futebol esta em segundo plano, o que mais ocorre é o jogo de interesses, e nesse jogo quem ganha não é o esporte, não são os amantes do esporte ‘bretão”, mas sim, os manda chuva da sociedade. Com um discurso de que o evento ajuda o país sede, que trás dinheiro e desenvolvimento, que melhora alguns serviços locais, como: segurança, transporte e outros. Mas quem realmente ganha com isso são os donos das empresas de transporte, construção e por ai vai. E o povo?

O povo continua na mesma, em sua grande maioria não vai aos estádios, pois o ingresso é muito caro, atualmente nos campeonatos regionais e no nacional o ingresso já é caro, imagine na copa, com todas as exigências da FIFA. Além do ingresso caro, um futebol medíocre, que não vale um tostão.

A copa acaba por fim ludibriando o povo. Que não percebe os gastos necessários para se sediar uma Copa do Mundo de Futebol, seus investimentos altíssimos. O Brasil que sediará a próxima copa tem muita coisa a fazer, e não dizemos isso para a Copa, tem de investir em saúde, educação e transporte, não o transporte para os estádios e aeroportos somente visando à Copa. Porra, controem um estádio de 600 milhões de reais ou mais e o povão não tem onde morar, não tem rede de tratamento de água e esgoto, hospitais precários, ensino deficitário e por ai vai. E como o povo defende a Copa? Fácil, jogam com a idéia de patriotismo, essa mesma nação que durante 4 anos não estava nem ai pra ti, mas agora não, é o BRASIL em campo, são onze guerreiros defendendo nosso país.

Eles não estão defendendo a mim, nem a você, estão defendendo sim os próprios bolsos, não seu país, mas sim seus patrocinadores. O que os caras ganham num mês a população não ganha na vida e não nos digam que os caras fazem por merecer o que ganham. Então um jogador tem mais valor que um gari, um técnico de futebol vale mais que um professor?

A pátria de chuteiras morreu, ou deveria, pois esse futebol não é o nosso, isso é tudo enrolação, é o verdadeiro PÃO E CIRCO. Essa Copa acabou, mas agora começa a falcatrua para 2014. E isso não aceitaremos, queremos futebol? Sim, queremos, mas o verdadeiro, não esse futebol robotizado, elitista e ridículo. Um futebol que não promova o ódio entre os povos, e sim promova o esporte e a união dos povos oprimidos.

E agora voltamos ao “normal”, todo mundo trabalhando sem sair do serviço para assistir aos jogos, e começando outra festa do bundalelê, que terminará no fim do ano com as eleições, é uma zorra atrás da outra.

sábado, 3 de julho de 2010

Carta Resposta à Revista História Viva (Edição Nº.80)

Na edição de nº. 80 (junho/2010) da Revista História Viva, foi publicada a matéria "O avesso do paz e amor", dedicada a subcultura Skinhead. Porém o artigo assinado por Patrick Loius (cientísta político), não passa de mais um texto com muitos "chavões" sobre os skinheads, como todos os demais publicados pela mídia brasileira.

Segue abaixo a matéria publicada pela revista, clique na imagem para ampliar.


Em resposta ao texto, nós do coletivo RASH SP, enviamos uma carta questionando o conteúdo da matéria. Clique abaixo para ler a carta.


domingo, 23 de maio de 2010

Resenha: "Palestra 100 Anos Revolução Mexicana"

No último dia 15 a RASH SP, organizou o debate 100 Anos de Revolução Mexicana, um evento de extrema importância para o coletivo, pois marca mais uma atividade das varias que estão por vir, celebrando os oito anos de fundação da RASH SP, além é claro, da importância histórica da Revolução Mexicana, que foi a primeira revolução popular do século passado. E para nós, a palestra não teve apenas um caráter saudosista, uma busca de história para massagear nossos egos, mas sim, um caráter de análise e aprendizado, onde proporcionou a todos presentes, estudar o passado e com isso, tirar lições para o presente. Aprendermos com experiências passadas para construirmos uma alternativa a sociedade atual, ou seja, a luta pela emancipação, a luta revolucionária, o que a nosso ver, a Revolução Mexicana tem muito a contribuir nessa empreitada.

O evento contou com um número muito bom de participantes, com um debate de auto nível, onde tínhamos os professores doutores José Rodrigues Mao Junior e Everaldo de Oliveira Andrade, que fizeram um retrospecto da condição mexicana antes da revolução e seus desdobramentos, relatando todo o processo de como se deu a revolução e seus finalmentes, mostrando os pontos fortes e também seus erros. Destacando-se para a importância de Emiliano Zapata para a revolução ao sul do México e de Pancho Villa, ao norte mexicano. E em relação esse último, a idéia de beberrão e ladrão como demonstram os filmes estadunidenses, foi desmistificada.

O debate esclarecedor, alcançou atendeu até os participantes com maior conhecimento sobre o tema, agregando novas informações.

Este foi o primeiro evento organizado pelo coletivo RASH SP com esta característica - um debate político teórico - porém, certamente não será o único, inclusive com temas de casos atuais, como crises econômicas, acontecimentos no Haiti, etc. Não somos nada sem a história, com o passado tiramos lições para as lutas futuras, tanto as que já enfrentamos quanto as que estão por vir, por uma sociedade mais justa e igualitária.

Aproveitamos para agradecer aos participantes, especialmente aos que sempre que possível comparecem em nossas atividades. Também agradecemos à Maloka Elétrika, grande responsável pelo acontecimento do evento, com a sugestão de tema e contato com os palestrantes.

sábado, 22 de maio de 2010

Eles Devem ser Punidos?

Um assunto que vem sendo discutido recentemente, é o julgamento dos torturadores da ditadura militar. A discussão de punição ou não desses “seres” ainda prevalece dentre as bancadas da “justiça” do nosso país.

Para quem não sabe ou não se lembra, a ditadura no Brasil teve início em 1964 e término em 1985, e durante esse período os mais cruéis e covardes atos foram protagonizados pelas forças policiais, militares e autoridades em geral.

Militares provenientes dos Estados Unidos ensinavam as técnicas de tortura aos órgãos de defesa do regime militar. Dentre os atos bárbaros podemos citar: "cadeira do dragão", onde a vítima ficava sentada nua e recebia choques elétricos; o famoso "pau-de-arara", em que a pessoa ficava pendurava e recebia queimaduras com cigarro; "geladeira", que se resumia em uma cela pequena e baixa onde o preso ficava impedido de ficar em pé e havia um sistema de refrigeração e aquecimento que eram alternados para seus extremos e também haviam sons irritantes emitidos por alto-falantes; "soro da verdade", um soro que era injetado e causava certa sonolência onde a vítima era interrogada, sendo forçada a contar o que sabia; e tudo isso sem contar as sessões de espancamentos e afogamentos.

Cerca de 280 pessoas foram mortas no regime militar, e muitas simplesmente “desapareceram”. Após todos esses anos de truculência, os sujeitos que desencadearam essas crueldades continuam livres, sem nenhum problema e ainda por cima resta a dúvida: “Eles devem ser punidos?”

No mínimo um absurdo haver essa dúvida nos dias de hoje, e nós do Coletivo RASH SP damos o total apoio à punição desses canalhas que destruíram a vida de pessoas e suas famílias em prol de um sistema opressor, repressor e extremamente autoritário. Que os torturadores tenham a punição que lhes é cabível, ainda assim será muito pouco diante de todos os seus atos.

PUNIÇÃO AOS TERRORISTAS! NO PASARÁN!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

St. Pauli de Volta a Bundesliga

Em nosso boletim de janeiro/fevereiro de 2009, dedicamos a nossa coluna de futebol ao FC St. Pauli, time alemão conhecido por sua conduta - principalmente nas arquibancadas - contra o racismo, o fascismo, o machismo, a homofobia.

Agora, em seu ano de centenário, o St. Pauli conseguiu no último dia 8, o acesso a Bundesliga, primeira divisão do Campeonato Alemão, da qual ficou fora desde a temporada de 2001/2002.


Parabenizamos a torcida e o clube, pelo acesso conseguido e fazemos votos que mantenham sua postura e atitude, que não façam concessões por estarem na primeira divisão e que continuem sendo mais uma "organização" da luta anticapitalista nos tempos de hoje.

Eu sou um trovão que rola, a chuva que cai
Estou chegando como um ciclone
Meus relâmpagos reluzindo no céu
Você é apenas um jovem, mas vai morrer...



O público sempre começa os jogos do St. Pauli com a música Hell´s Bells, do AC/DC.

Companheiros Argentinos já Estão nas Ruas

Já estão em liberdade os cinco companheiros argentinos, que foram presos durante uma manifestação em solidariedade aos companheiros gregos.

Os mesmos voltaram às ruas no último dia 7 (sexta-feira), após terem sido presos no dia 27/04, durante uma concentração na frente da embaixada da Grécia em Buenos Aires, no dia internacional de solidariedade com o preso anarquista grego Giannis Dimitrakis.

Recebemos então a notícia de que foi "aprovada" a libertação dos mesmos, porém não sabemos se continuam sendo processados pelos "crimes" de que estão sendo acusados: "atentado", "prepotência ideológica", "lesão corporal", "danos" e "resistência à autoridade". Acusões com claras intenções de reprimir e impedir a todas as forma de manifestações e indivíduos que se organizem para um protesto.

Em nome de todos e a pedido de nosso camarada Checho, agradecemos aos que prestaram solidariedade a este caso. O apoio, camaradagem e a ação direta contornam as dificuldades de todos os tipos.

Os antifascistas avançam...!