Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Lugar de mulher é na luta... e nos estádios!

O futebol é, culturalmente, paixão nacional ao redor do mundo e, no Brasil, não seria diferente. São poucos os homens que não têm um time do coração e que o acompanham desde a infância, brigando por ele desde então. Porém, e quanto às mulheres? Onde estamos quando o assunto é futebol?

Desde criança somos direcionadas a esportes, jogos e brincadeiras tidas como femininas, enquanto que nossos irmãos, primos e pais são quase que 100% voltados ao futebol. Porém, algumas de nós começam a sentir gosto pelo esporte, por um time, seja pra jogar, pra assistir pela televisão ou até mesmo, estar nas arquibancadas.

Tradicionalmente, a mulher, no Brasil, ainda é vítima de preconceito de gênero diariamente, no trabalho, dentro de campo (basta comparar os salários astronômicos pagos aos jogadores e a “ajuda de custo” destinada às jogadoras) e, também, nas arquibancadas.

O que vemos hoje no futebol masculino é a capitalização dos jogadores em suas transações com foco estritamente pecuniário, deixando de lado o futebol, o torcedor, se tornando um negócio, um mercado financeiro. Quanto ao futebol feminino, vemos jogadoras que ganham mal (em relação aos homens) e que, com certeza, não têm a mesma visibilidade que os jogadores “astros”. Mas, ainda assim, jogam com força, vontade, independentes do dinheiro e fama.

[Manifestação da torcida Ultras Resistência Coral , do Ferroviário Atlético Clube]

As arquibancadas são, ainda hoje, quase que em tua totalidade preenchidas por homens, porém, vemos alguns rostos femininos no meio da multidão. E cada vez mais essas mulheres não estão lá apenas para acompanhar o marido, o pai ou o filho, mas sim, porque elas querem torcer e apoiar o time do coração, elas gostam de futebol.

É nessa hora que os machistas de plantão, vêm com o discurso pronto de que mulheres não entendem de futebol, temos credibilidade zero nesse assunto (aqui entra aquela piadinha machista: “o que é impedimento?”). Mas me pergunto, o que é “entender de futebol”? Se for sentar diariamente em frente à TV e assistir a todos os programas a La mesa redonda, com discussões sobre lances polêmicos, penalidades mal marcadas, árbitros ruins e estratégias furadas, realmente, não são todas de nós que se interessa por isso. Assim como muitos homens também não se interessam, mas têm a obrigatoriedade de se manter em dia com esse tipo de programa, pois não querem passar por “desentendido” perante outros machsitas.

No entanto, entender futebol vai além de sentar no sofá, criticar a arbitragem, o treinador, depois zapear pelos canais, pegando opiniões furadas, e no dia seguinte defendê-las nas rodas de amigos; e vai além, também, de definições técnicas (impedimento: o jogador se encontra mais próximo da linha de meta contrária que a bola e o penúltimo adversário). Entender é comparecer. Ir aos jogos, torcer, apoiar o time, xingar o juiz, vibrar, levantar a bandeira, honrar a camisa!. Isso, devo lhes dizer, nós mulheres temos no sangue. Que venham as arquibancadas, pois lugar de mulher é na luta... e no futebol!

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