Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



sexta-feira, 26 de março de 2010

Homofobia, AQUI NÃO!



A Homofobia pode ser punida?

A Lei Estadual nº 10.948/2001 penaliza, administrativamente, a prática de discriminação por orientação sexual. Pode ser punido todo cidadão, inclusive detentor de função pública, civil ou militar, e toda organização social, empresa pública ou privada (restaurantes, escolas, postos de saúde, motéis, etc.).

A Defensoria Pública do Estado firmou uma parceria com a Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado e com a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo com a finalidade de implementar a Lei Estadual nº 10.948/2001, prestando assistência jurídica às pessoas vítimas deste tipo de discriminação que não têm condições financeiras de pagar advogado.

Como proceder se você for vítima de homofobia:

O cidadão ou cidadã homossexual, bissexual, travesti ou transexual que for vítima de discriminação poderá apresentar sua denúncia pessoalmente, por telefone, carta, fax à Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania, sem necessidade da presença de um advogado; ou se preferir, poderá apresentar a sua denúncia no Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania da Defensoria Pública do Estado.
Para mais detalhes da Lei, CLIQUE AQUI ou na imagem acima.

quarta-feira, 24 de março de 2010

SKINHEADS E PUNKS, ambos operários, portanto... ORGANIZEM-SE e Lutem!


A
idéia de classe operária faz parte do movimento Skinhead desde a sua origem. É comum nas letras de bandas Oi! e Punks, o termo Working Class Pride, porém esse orgulho de pertencer à classe trabalhadora, deve existir antes mesmo da autoafirmação Skin ou Punk, orgulho que está ligado ao nosso dia a dia e à nossa rotina, à nossa consciência de classe que devemos ter, do nosso poder de mobilização.

Pertencemos a um grupo contracultural e sabemos que nossa atuação na sociedade ainda é limitada, mas temos idéias, opiniões a serem defendidas e difundidas, apoiamos os atos políticos da nossa classe, como greves, manifestações (Dia Internacional da Mulher, Dia do Trabalhador, etc.), mobilizações contra o racismo e a homofobia. Devemos gerar laços com os demais grupos juvenis, massificar nossa propaganda, organizar festivais de músicas, nos unir a organizações punks, skins, rap e hip-hop, deixando nossas pequenas diferenças de lado, por que somos todos antifascistas e isso é o que importa.


Somos trabalhadores, não concordamos com as divisões sociais existentes, acreditarmos na necessidade da luta de classes (proletários x capitalistas) e enxergamos a sociedade dividida em duas classes: capitalistas e trabalhadores, ou seja, de um lado os donos dos meios de produção e do outro lado, os que só têm sua força de trabalho. E acreditamos numa proposta de luta que una skins proletários, antifascistas, punks, pessoas que participam dos nossos eventos e que dividem esses mesmos pensamentos conosco, convidando a todos a participarem do 1o de Maio que se aproxima, uma data já marcada e conhecida por todos como um período de manifestações.. Essa é uma convocação não somente a punks e skins, mas a todos os homens e mulheres que acreditam nessa luta.
NÃO DECIDIMOS PERTENCER A UMA CLASSE, LUTAMOS POR ELA!
AVANTE A REVOLTA DO PROLETARIADO!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Resistência Antifascista


V
ídeo com a apresentação da banda Juventude Maldita, cantando sua nova música, Resistência Antifascista.


No vídeo, o vocalista da banda - Demente - agradece ao coletivo RASH-SP pelo trabalho que estamos fazendo.

Ariel, vocalista da banda Garotos do Subúrbio, que também participou do show com o Juventude, também citou a união entre punks e skins, onde disse: "...isso é união, punks e RASH´s curtindo juntos! Não importa o seu visual, estamos todos na mesma luta! Punks e RASH´s, somos todos iguais!".

São os próprios punks demonstrando que o sectarismo não leva a nada.


Nota RASH SP – Campanha Doação de Sangue do dia 06/03/2010

No último sábado (06/03) pudemos ter uma boa noção do grau de comprometimento de parte dos simpatizantes do coletivo RASH–SP.

Passamos algum tempo planejando e visualizando uma Campanha que mostrasse o lado “social” que nós, skins e punks, temos (ou deveríamos ter). Imaginamos que seria bem-vindo um “evento” que tirasse o foco de som, cerveja, brigas, e remetesse a um propósito que deveria interessar a todos: o próximo.

Porém as coisas não saíram como o planejado. Das mais de 300 pessoas que receberam o informativo da Campanha de Doação de Sangue via e-mail direto - sendo que cerca de 100 destas pessoas são amigos próximos, com contato de dia-a-dia com os membros do coletivo e o universo underground - nenhuma compareceu. Isso mesmo, ninguém.

Além de alguns membros da RASH-SP, somente duas pessoas se deram ao trabalho (em pleno sábado, em uma manhã chuvosa e convidativa pra uma esticadela na cama) de nos encontrarem no metrô rumo à Santa Casa.

Essas duas pessoas nada têm a ver diretamente com o coletivo, muito menos com o “rolê” skin, como adoram dizer. Porém desde que as conhecemos na última reunião aberta que fizemos, têm se mostrado interessadas e dispostas a nos ajudar da melhor forma possível, seja como for, seja como puderem. E podemos garantir que estão fazendo mais do que alguns auto intitulados RASH têm feito nos últimos anos.

Não direcionamos essa nota a meia dúzia de pessoas ou a um grupo em específico, que isso fique claro e que haja maturidade para entender. Mas se olharmos de fora, essa é maneira como se comportam as pessoas que não estão interessadas em fazer algo por aquilo que elas chamam de “cena”, estão ali se “movimentando” por inércia.

Não entendem que se hoje muita coisa dentro desta “cena” é melhor do que há 10 anos, é porque algo está sendo feito, porque alguns punks e skins estão batalhando no dia-a-dia para essa melhora. Essas mudanças não ocorreram com todos de braços cruzados e, portanto, fazer a sua parte é importante, é participar, contribuir, marcar presença, opinar, questionar, dar ideias.

Lembrem-se, quando um lado se torna mais fraco, o outro se fortalece, e o mais triste é ver que esse fortalecimento pode ocorrer não pela organização do lado de lá, mas por desinteresse e desorganização de alguns dos que estão do nosso lado.

E respondendo à pergunta infalível que os mais pessimistas estão se fazendo: sim, é bem difícil imaginar alguma mudança no cenário punk/skin apenas com uma campanha de doação de sangue, pois sabemos que numa campanha como essa não iremos diretamente conseguir mudar o curso do movimento skin. Porém além da importância do ato em si, mobilizações como essa servem para aproximar pessoas, novos interessados e serve para fortalecer o trabalho em grupo. A RASH-SP não é uma organizadora de eventos, portanto não poderemos viver em torno apenas de shows e festas.

O recado está dado. Nada de cunho ambicioso nem sequer moralista, mas o coletivo está hoje consciente das suas limitações e seus apoios. Poucos querendo muito e muitos que não querem nada.

Boletim de Março/Abril de 2010


Clique aqui para baixar o seu exemplar do boletim "Quebrando o Silêncio" de março/abril de 2010.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher (Operária)



Em todo o mundo, no mês de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, mas a data de 8 de março não deve ser vista como um dia de comemoração, onde maridos, pais e filhos presenteiam as mulheres de suas vidas. Por serem as donas do lar, companheiras admiráveis e sensíveis. Não é uma data apenas para demonstrações de amor e afeto pela mulher querida. Nesse dia, celebramos a luta da mulher operária.

Não permitam que o 08 de Março seja usado como uma data comercial. Vamos lutar pela igualdade dos direitos da mulher. É dever do homem lutar junto com as mulheres contra a violência doméstica, praticada na maioria das vezes pelos próprios parceiros, lutar contra a banalização do corpo feminino, usado em campanhas de TV e novelas como atrativo e de forma apelativa, para a comercialização de produtos e propagandas.

Que o dia 8 de março seja marcado como lembrança pela luta das mulheres por melhores condições na sociedade, e não para parabenizar e tornar público casos de mulheres que estão nas emissoras de TV apresentando programas fúteis, mulheres que alcançaram cargos executivos em empresas e são usadas como exemplo de “mulheres bem sucedidas”.

A mulher no Brasil não chega a ganhar 70% do salário dos homens, sofre com a questão da violência doméstica. As mulheres negras no Brasil recebem em média salários e rendimentos com a metade do valor recebido pelas mulheres brancas. Que os serviços públicos (saúde, transporte público, educação e creches) sejam de qualidade. Que as responsabilidades da família (trabalho doméstico e filhos) sejam partilhadas entre a família e não como sendo responsabilidade feminina.

Vamos lutar por igualdade, contra a discriminação da mulher. Exigimos FGTS para as trabalhadoras domésticas, políticas públicas que beneficiem às mulheres, prevenção e combate à violência contra a mulher e contra a exploração do corpo feminino. Vamos lutar também contra o machismo dentro do movimento skinhead. Devemos lutar pela revolução e pelo fim do capitalismo patriarcal e falocrata. Viva o Socialismo Feminista que se constrói nos combates cotidianos!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Manifesto Comunista em Quadrinhos

Desde que foi escrito em 1848, o Manifesto Comunista - tratado político escrito por Marx e Engels, que expressa o propósito e o programa da Liga Comunista - já ganhou muitas versões, porém recebemos uma versão que muito nos chamou atenção, uma versão em quadrinhos.



Um companheiro do coletivo teve acesso à revista impressa e digitalizou página por página, com o intuito de disponibilizar para o maior número de pessoas possível e nos encaminhou para divulgação.

Faça o download clicando aqui e leia.

Sinceros agradecimentos ao amigo Rafael.