Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher (Operária)



Em todo o mundo, no mês de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, mas a data de 8 de março não deve ser vista como um dia de comemoração, onde maridos, pais e filhos presenteiam as mulheres de suas vidas. Por serem as donas do lar, companheiras admiráveis e sensíveis. Não é uma data apenas para demonstrações de amor e afeto pela mulher querida. Nesse dia, celebramos a luta da mulher operária.

Não permitam que o 08 de Março seja usado como uma data comercial. Vamos lutar pela igualdade dos direitos da mulher. É dever do homem lutar junto com as mulheres contra a violência doméstica, praticada na maioria das vezes pelos próprios parceiros, lutar contra a banalização do corpo feminino, usado em campanhas de TV e novelas como atrativo e de forma apelativa, para a comercialização de produtos e propagandas.

Que o dia 8 de março seja marcado como lembrança pela luta das mulheres por melhores condições na sociedade, e não para parabenizar e tornar público casos de mulheres que estão nas emissoras de TV apresentando programas fúteis, mulheres que alcançaram cargos executivos em empresas e são usadas como exemplo de “mulheres bem sucedidas”.

A mulher no Brasil não chega a ganhar 70% do salário dos homens, sofre com a questão da violência doméstica. As mulheres negras no Brasil recebem em média salários e rendimentos com a metade do valor recebido pelas mulheres brancas. Que os serviços públicos (saúde, transporte público, educação e creches) sejam de qualidade. Que as responsabilidades da família (trabalho doméstico e filhos) sejam partilhadas entre a família e não como sendo responsabilidade feminina.

Vamos lutar por igualdade, contra a discriminação da mulher. Exigimos FGTS para as trabalhadoras domésticas, políticas públicas que beneficiem às mulheres, prevenção e combate à violência contra a mulher e contra a exploração do corpo feminino. Vamos lutar também contra o machismo dentro do movimento skinhead. Devemos lutar pela revolução e pelo fim do capitalismo patriarcal e falocrata. Viva o Socialismo Feminista que se constrói nos combates cotidianos!

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