Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril - 36 Anos da Revolução dos Cravos


A revolução que pôs fim à ditadura em Portugal e que adoptou o cravo como símbolo para a transição política para um regime democrático completa neste domingo, 25 de Abril, 36 anos. No dia 25 de abril de 1974, explode a revolução. A senha para o início do movimento foi dada à meia-noite através de uma emissora de rádio, a senha era uma música proibida pela censura, Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso.

Abaixo, a música em versão punk rock.



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Posicionamento RASH SP e a Hipocrisia

Na última segunda-feira (dia 19/04) aconteceu, na Livraria da Vila (Jardins), o lançamento do livro “Cadarços Brancos”, como desconheciamos totalmente o autor, fizemos uma rápida busca na internet e não foi necessário grande esforço pra achar o perfil do mesmo no Youtube, onde havia, entre outras coisas interessantes, declarações de de simpatia a bandas nazis americanas e do Estado Espanhol.

Num outro perfil, este no Orkut, o pseudo historiador do movimento skin declara sua admiração pelas obras de Plinio Salgado e Gustavo Barroso e a aparece em albuns de fotos vestindo camiseta da banda fascista Skrewdriver.

Alguns e-mails de pessoas não relacionadas ao Coletivo RASH-SP foram encaminhados aos organizadores do evento e à Livraria da Vila - tida como politicamente avançada e defensora dos direitos humanos - com alertas sobre possíveis vínculos do autor com grupos de ultradireita. Eis a resposta dos responsáveis pela área de eventos da Livraria da Vila a um desses e-mails:

“Primeiramente, obrigado pelo teu e-mail e preocupação em nos alertar sobre a temática do lançamento em questão. A Livraria da Vila sempre teve como objetivo principal de sua existência fomentar o hábito da leitura em crianças e adultos, através da realização de atividades culturais, educativas e, como você mesmo colocou, democráticas. Tudo isto somado, acreditamos, contribuirá de alguma forma para termos um País melhor, mais culto, em paz.”

“...Entendemos que a proposta esteja dentro do nosso jeito democrático de ser, colocando assuntos de forma aberta, para discussão do público, mas sempre com a preocupação de extrair daquilo algo positivo”.

“Já realizamos, por exemplo, lançamentos de pessoas que tiveram diferentes experiências na vida, como a prostituição e que resolveram abordar aquela experiência de forma aberta, através de um livro. Enxergamos a prostituição, assim como a violência, como um dos grandes problemas do nosso país, que afeta diretamente a qualidade de vida, ensino e saúde da nossa população, mas em momento algum nos colocamos à favor desta prática.”

“Tenha certeza de que continuaremos lutando para a formação de um País de leitores, contribuindo para a melhoria do ensino e tentando fazer deste hábito uma via de saída para crianças e adultos envolvidos com a violência, em suas diferentes formas de expressão”.Cremos que a resposta dada fala por si só. A falta de ligação lógica entre prostituição e ideias de extrema direita é nítida e, portanto, não podemos aceitar tais “explicações” como posicionalmento válido de um estabelecimento que preza tanto pela formação de um “país de leitores”.


Nós, do Coletivo RASH-SP, em 17/04, resolvemos então providenciar um documento formal (clique aqui para ler). Uma vez que nós - assim como o pessoal da Livraria da Vila - desconhecíamos o conteúdo do livro, buscamos basicamente questionar o posicionamento ideológico do autor e uma provável abertura de espaços ditos "democraticos" e destacar a presença de skinheads antirracistas e antifascistas em nossa cidade, tendo sempre em vista, também, os argumentos apresentados pela livraria no e-mail citado. Infelizmente, não obtivemos resposta ao nosso e-mail.

Resolvemos então, comparecer ao Lançamento do Livro e assim, debatermos sobre os pontos que consideramos relevantes. Neste encontro "ao vivo", a Coordenadora de Eventos da Livraria e um senhor que se apresentou como sendo da editora do livro afirmaram que os perfis que o autor possui no Orkut (contendo conversas com integralistas sobre a compra do livro e fotos usando uma camiseta da banda Skrewdriver) e no Youtube (contendo comentários em vídeos de bandas nazistas dos EUA e do Estado Espanhol) eram meios para se “infiltrar” no universo skinhead e, assim, conseguir material para o livro.

Entendemos que uma pesquisa de campo deve sim ser feita, porém, quem se infiltra não mistura a vida pessoal e familiar com a “profissional” (já que 90% das fotos de seu perfil no orkut, são fotos com família e amigo), de modo que não podemos aceitar amizades com grupos de extrema direita de diversos países, como sendo uma mera infiltração. Até porque, o Livro já estava sendo lançado quando os comentários foram deixados nos perfis, comprovando assim uma relação de proximidade entre os envolvidos, mesmo após a dita “pesquisa de campo” ter se encerrado.

Após os e-mails encaminhados por nós, as fotos e comentários dos perfis foram apagados pelo autor, o que mostra a existência de indícios que comprovam nossa argumentação.

Em momento algum, a nossa tentativa de intervenção, recebeu qualquer resposta que se distanciasse do famoso “veja bem”.

Racismo Dentro de Campo

Nas últimas semanas, novas polêmicas sobre manifestações de racismo no futebol tomaram conta dos jornais.

No Brasil, o zagueiro do Palmeiras, Danilo, xingou Manoel, jogador do Atlético-PR de “macaco” em discussão durante uma partida. Após o jogo, a direção do Atlético-PR entrou com uma queixa-crime contra Danilo, o que rendeu um inquérito de injúria qualificada com emprego de racismo.Não vamos aqui entrar no mérito de que o time ao qual Danilo pertence, tem uma torcida organizada assumidamente fascista (Núcleo 1914’), bem como seu atual técnico, Antônio Carlos, ainda quando era zagueiro do Juventude, foi suspenso por dar uma cotovelada em Jeovâncio do Grêmio e ao sair de campo, esfregou os dedos no braço, para indicar a cor da pele do gremista.

Outros casos também recentes, não podem ser esquecidos, como no jogo entre São Paulo e Quilmes no Morumbi, onde Grafite, então na época, jogador do São Paulo, afirma que Desábato do Quilmes o chamou de “macaco”. No Brasileiro de 2005, toda vez que Tinga, jogador do Internacional pegava na bola, no duelo contra o Juventude, a torcida alviverde imitava o som de macaco. E mais, Elicarlos do Cruzeiro, acusou o atacante Maxi Lopez, do Grêmio, de chamá-lo de “macaco” em 2009 na Libertadores.

No futebol internacional, recentemente, o colombiano Breyner Bonilla (Boca Juniors) alegou que o atacante do Cólon Esteban Fuertes o chamou de “negro de merda” durante partida recente. Lá fora, são conhecidos times que contam com jogadores assumidamente fascistas (como Paolo Di Canio, jogador do Lazio, por exemplo), que manifestam dentro de campo suas “orientações” (ou falta delas).

Por aqui, esse tipo de manifestação se dá de forma mais velada. Não é a primeira vez que um jogador negro recebe ofensas de cunho racista dentro e fora de campo. O caso é que racismo é crime (Lei 7.716/89) e, consequentemente, passível de sanção penal àqueles que o cometem.Se a Lei existe, a conduta deve ser encarada como criminosa sim, apesar das autoridades não tratarem os casos de racismo como tal, já que, no final de contas, impera o dito pelo não dito, um empurra-empurra, justificando uma injúria criminosa como resposta a um pisão no pé.

Porém, tanto os autores dos crimes quanto seus colegas de campo, insistem na argumentação de que é comum se dirigir aos “colegas” negros com xingamentos desse cunho e que, de modo algum, isso é racismo. Inclusive, alegando que “a mãe da cunhada da minha amiga é negra”, como forma de “comprovar” que não é racista. Neste caso, o também jogador do Palmeiras, Lincoln, defendeu publicamente que Manoel agiu de forma incorreta ao denunciar o “amigo”, uma vez que o caso de racismo é grave, porém “não é para tanto”, a ponto de virar caso de polícia.

E, ainda, podemos encontrar um vídeo no Youtube no qual uma torcedora do Coritiba no último jogo contra o Atlético Paranaense, também aparece xingando Manoel de “macaco”, junto com um coro “Danilo! Danilo!” (que é ex-jogador do time) da torcida, como forma de apoio ao jogador, mesmo após o incidente. Ou seja, alguns torcedores apóiam a conduta de seus jogadores, confirmando o caráter extremamente racista e absurdo da população brasileira, incluindo o público que frequenta os estádios. Mais bizarro ainda é pensar que, com certeza, no meio desses indivíduos que, em coro, apoiaram o criminoso, existem também negros, pardos, índios, etc. que não param e pensam na grande besteira de suas atitudes, se deixando levar pela massa, já que, se essas mesmas pessoas fossem paradas nas ruas e questionadas sobre o racismo, se diriam contra ele, numa forma politicamente correta de “enrustir” seus verdadeiros pensamentos.

Bom, episódios como esse só comprovam que o Brasil, em que pese pregar postura de “igualdade” entre as etnias, é sim um país preconceituoso, não só quanto à cor da pele e que, mesmo quando comprovado o crime (no caso de Danilo, as câmeras das emissoras de TV captaram o momento do xingamento) nada acontece, e logo o episódio é esquecido e superado. Até mesmo dentro de um esporte que alcança todos os setores sociais e que, em tese, deveria unir a população, a impunidade é recorrente (visto que não houveram punições realmente severas a nenhum dos jogadores autores desse crime).

Afirmamos que, esse texto não é uma crítica estritamente direcionada à uma torcida X ou Y, e nem tampouco ao time Y ou Z, mas sim a toda a população que encara como “normal” esse tipo de xingamento tanto no “calor das emoções” de um jogo de futebol, quanto no dia a dia.

O racismo deve ser combatido e o futebol é uma ótima janela para que, ocorrendo episódios como esses, nossas manifestações sejam ouvidas e tomem maiores proporções. Levemos aos estádios faixas, camisas, gritos que deixem claro que nós, torcedores, não aceitamos essas manifestações dentro e fora de campo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Manifestação 1º de Maio

Estamos diante de mais um 1º de Maio, data que há mais de 100 anos é marcada por manifestações de trabalhadores em todo o mundo. No Brasil, antes dessa data virar o feriado do “Dia do Trabalho”, era sempre reconhecido como o Dia do Trabalhador, porque não há o trabalho - e muito menos o produto do trabalho - sem o trabalhador.

Quando em tempos mais antigos os operários anarquistas e socialistas cruzavam os braços e faziam manifestações, o que eles reivindicavam?

Melhores salários, melhores condições de trabalho e de vida, redução da jornada de trabalho (havia jornadas de até 14 horas), proibição do trabalho infantil. Lutava-se contra a carestia da vida. Se hoje, olharmos para as pautas de reivindicações, veremos que muitas dessas continuam. É certo que aquelas lutas antigas conquistaram os direitos trabalhistas, mas a exploração continua e os patrões e governos sempre operam no sentido de reduzir nossos salários e direitos.

No 1º de Maio do ano passado respirávamos ares da crise generalizada do sistema capitalista mundial, agora eles dizem que a crise passou (até quando?), mas em meio a tudo isso, como estão nossos salários? Como estão nossas condições de vida? Para o trabalhador nada de positivo mudou e, para piorar, as centrais sindicais colaboracionistas com patrões e governos (CUT e Força Sindical, principalmente) falam na redução da jornada de trabalho e dizem que são contra a redução de salários, porém aceitam a “flexibilização” de nossos direitos, o que na prática significa a perda de muitos deles.

Com isso dizem que haverá mais empregos, mas nós somos contra a flexibilização de nossos direitos. Não queremos ter ameaçados os nossos direitos a férias, licença maternidade, indenizações por demissões injustas e aposentadorias, só para o agrado dos patrões. Entendemos que nossa classe deve avançar e não retroceder, por isso somos favoráveis à redução da jornada de trabalho, mas sem reduções de salários e direitos!

Direitos são conquistas e não presentes... E não abrimos mão dessas conquistas!

NENHUM DIREITO A MENOS, AVANÇAR RUMO A NOVAS CONQUISTAS!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Paki Bashing



Tradução da canção Skinhead a Bash Them:
"...Skinheads falam paquistaneses não conseguem “reggae” / Skinheads falam paquistaneses não conseguem “jeggae” / Skinheads falam paquistaneses não gastam dinheiro / Skinheads falam paquistaneses não vivem de modo algum / Skinhead surrem eles / Skinhead surrem eles..." "...Skinhead surrem eles / Skinhead surrem eles / Eles estão “autorizados” à surrá-los / Eles estão certos de surrá-los..."

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O movimento skinhead em seus primórdios na Inglaterra da década de 1960, era multi-étnico, unindo jovens negros e brancos. Este fato, que vai contra a afirmação de que todos os skinheads são racistas, torna-se hoje inegável. Mesmo nossos críticos mais ferrenhos são obrigados a admiti-lo (a contragosto obviamente).

No entanto, ainda que essa união étnica primordial entre negros e brancos seja conhecida de nossos críticos, muitos deles insistem em afirmar que somos todos originalmente e essencialmente xenófobos. Para tanto, baseia-se em um fato relativamente conhecido e verídico: em seus primeiros anos, skins ingleses negros e brancos, hostilizavam a comunidade paquistanesa que vivia naquele país, praticando o chamado “paki bashing”. Em português, “paki bashing” pode ser traduzido para “espancamento do paquistanês” ou coisa parecida. Ou seja, skinheads negros e brancos ingleses atentavam contra os paquistaneses, espancando-os com certa freqüência e nas mais variadas ocasiões.

Para muitos de nossos críticos, o “paki bashing” representaria um forte indício do caráter xenófobo e racista do movimento skinhead original, mesmo a despeito da união entre skins negros e brancos. Sobre esse aspecto da questão, concordamos com alguns pontos e discordamos de outros.

Acreditamos que esse não era um ato que pode ser classificado diretamente como racista. Para isso, estamos nos apoiando na idéia de que como esse era praticado – paki bashing - tanto por brancos e negros, seria uma grande contradição, duas “raças” se unindo para discriminar uma terceira, não? Simplesmente é impossível imaginar que os skinheads dos anos 60 se juntaram, “formaram” uma mesma “raça” e que essa seria superior à “raça” dos paquistaneses. Portanto, não concordamos em classificar o ato simplesmente como racista.

De modo algum negamos que o “paki bashing” era praticado por parte dos skinheads originais ingleses da década de 1960, fossem eles negros ou brancos. Não negamos também que esse tipo de ação poderia conter uma pesada carga de xenofobia – nos posicionaremos a respeito a seguir – mas discordamos firmemente que não de racismo, pelo ponto de vista acima apresentado. Também acreditamos que seja apressado afirmar com veemência que essa prática era uma característica fundamental, essencial ou necessária do movimento skinhead original.

Que esteja claro que não queremos justificar aqui o ato do paki bashing e muito menos defender os skins que o praticavam. Voltamos a dizer: esse é um ato lamentável e completamente desnecessário e desprezível. Porém não se sabe a proporção de skinheads que eram adeptos desta prática estúpida e cruel. Até que se possa determinar de modo incontestável, que a maioria dos skinheads ingleses daquele período praticava o espancamento de paquistaneses, não se pode dizer com exatidão e certeza que essa prática era parte integrante e essencial do movimento skinhead original como um todo. Poderíamos afirmar que esse movimento skinhead original era xenófobo em sua raiz, se ficasse comprovado que apenas uma minoria de seus membros praticava o espancamento de paquistaneses? Obviamente que não. Seria como afirmar que todos os seres humanos foram e são nazistas porque em dado momento de nossa história, uma minoria de habitantes desse planeta defendeu as bandeiras de Adolf Hitler. Generalizações são perigosas e por isso devem ser evitadas se o que se busca é analisar algo com sinceridade, objetividade e seriedade.

E outro ponto de discussão que pode ser levantando, é a classificação do ato puramente como xenofobia, já que os skins da década de 60 eram compostos por brancos ingleses e negros jamaicanos, logo, estrangeiros...


(Trecho do filme This is England)

A verdade é que, nesse momento, não se pode dar por certo que o movimento skinhead original inglês da década de 1960 era por definição xenófobo, só porque um número indefinido e incerto de seus membros, estupidamente e covardemente, espancava paquistaneses. Claro que, anarquistas e comunistas que somos, repudiamos o “paki bashing”, mas não devemos crucificar todos os skinheads pelos erros de alguns. E mesmo que o movimento skinhead original inglês da década de 1960 fosse xenófobo por praticar majoritariamente o “paki bashing”, responderíamos tranqüilamente que não estamos na Inglaterra e muito menos na década de 1960. Conclusão óbvia: não somos skinheads originais ingleses da década de 1960. Se eles eram xenófobos, isso não quer dizer que nós do RASH, que vivemos em 2010, sejamos.

Qual o sentido de nos ver como responsáveis por atos fascistas cometidos há quase 40 anos atrás por cretinos que viviam bem longe daqui? Qual foi a última vez que se noticiou que skinheads originais ou tradicionais espancaram paquistaneses? Provavelmente, isso nem acontece mais. Nem na Inglaterra, nem em qualquer outro lugar. Claro que os white power, bastardos que são, continuam praticando esse tipo de covardia. Mas não seria justo condenar todas as outras correntes skinheads dos dias de hoje, pelos erros cometidos por um número desconhecido de skins originais da década de 1960.

O que deve ficar claro de uma vez por todas é que, de fato, nós do RASH não somos skinheads originais. Portanto, não compartilhamos de todas as suas características. Conscientemente, o movimento RASH abandonou os traços negativos e equivocados do movimento skinhead original, mas seguimos como skins porque mantemos seus traços positivos. Nesse sentido, o RASH seria algo como uma superação ou melhoramento do que fora o movimento original. Podemos ser vistos como skinheads que superaram o apoliticismo, o nacionalismo e outros pontos que classificamos como falhas do movimento skinhead original. Podemos ser vistos como algo já tão diferente do movimento skinhead original que não somos mais apenas skins, mas membros desse novo movimento que é o RASH. De qualquer forma, ficaria difícil sustentar com sinceridade que somos xenófobos, fascistas ou coisas do tipo. Esse é o nosso recado aos que ainda insistem em nos criticar com acusações desse tipo.