Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



domingo, 23 de maio de 2010

Resenha: "Palestra 100 Anos Revolução Mexicana"

No último dia 15 a RASH SP, organizou o debate 100 Anos de Revolução Mexicana, um evento de extrema importância para o coletivo, pois marca mais uma atividade das varias que estão por vir, celebrando os oito anos de fundação da RASH SP, além é claro, da importância histórica da Revolução Mexicana, que foi a primeira revolução popular do século passado. E para nós, a palestra não teve apenas um caráter saudosista, uma busca de história para massagear nossos egos, mas sim, um caráter de análise e aprendizado, onde proporcionou a todos presentes, estudar o passado e com isso, tirar lições para o presente. Aprendermos com experiências passadas para construirmos uma alternativa a sociedade atual, ou seja, a luta pela emancipação, a luta revolucionária, o que a nosso ver, a Revolução Mexicana tem muito a contribuir nessa empreitada.

O evento contou com um número muito bom de participantes, com um debate de auto nível, onde tínhamos os professores doutores José Rodrigues Mao Junior e Everaldo de Oliveira Andrade, que fizeram um retrospecto da condição mexicana antes da revolução e seus desdobramentos, relatando todo o processo de como se deu a revolução e seus finalmentes, mostrando os pontos fortes e também seus erros. Destacando-se para a importância de Emiliano Zapata para a revolução ao sul do México e de Pancho Villa, ao norte mexicano. E em relação esse último, a idéia de beberrão e ladrão como demonstram os filmes estadunidenses, foi desmistificada.

O debate esclarecedor, alcançou atendeu até os participantes com maior conhecimento sobre o tema, agregando novas informações.

Este foi o primeiro evento organizado pelo coletivo RASH SP com esta característica - um debate político teórico - porém, certamente não será o único, inclusive com temas de casos atuais, como crises econômicas, acontecimentos no Haiti, etc. Não somos nada sem a história, com o passado tiramos lições para as lutas futuras, tanto as que já enfrentamos quanto as que estão por vir, por uma sociedade mais justa e igualitária.

Aproveitamos para agradecer aos participantes, especialmente aos que sempre que possível comparecem em nossas atividades. Também agradecemos à Maloka Elétrika, grande responsável pelo acontecimento do evento, com a sugestão de tema e contato com os palestrantes.

sábado, 22 de maio de 2010

Eles Devem ser Punidos?

Um assunto que vem sendo discutido recentemente, é o julgamento dos torturadores da ditadura militar. A discussão de punição ou não desses “seres” ainda prevalece dentre as bancadas da “justiça” do nosso país.

Para quem não sabe ou não se lembra, a ditadura no Brasil teve início em 1964 e término em 1985, e durante esse período os mais cruéis e covardes atos foram protagonizados pelas forças policiais, militares e autoridades em geral.

Militares provenientes dos Estados Unidos ensinavam as técnicas de tortura aos órgãos de defesa do regime militar. Dentre os atos bárbaros podemos citar: "cadeira do dragão", onde a vítima ficava sentada nua e recebia choques elétricos; o famoso "pau-de-arara", em que a pessoa ficava pendurava e recebia queimaduras com cigarro; "geladeira", que se resumia em uma cela pequena e baixa onde o preso ficava impedido de ficar em pé e havia um sistema de refrigeração e aquecimento que eram alternados para seus extremos e também haviam sons irritantes emitidos por alto-falantes; "soro da verdade", um soro que era injetado e causava certa sonolência onde a vítima era interrogada, sendo forçada a contar o que sabia; e tudo isso sem contar as sessões de espancamentos e afogamentos.

Cerca de 280 pessoas foram mortas no regime militar, e muitas simplesmente “desapareceram”. Após todos esses anos de truculência, os sujeitos que desencadearam essas crueldades continuam livres, sem nenhum problema e ainda por cima resta a dúvida: “Eles devem ser punidos?”

No mínimo um absurdo haver essa dúvida nos dias de hoje, e nós do Coletivo RASH SP damos o total apoio à punição desses canalhas que destruíram a vida de pessoas e suas famílias em prol de um sistema opressor, repressor e extremamente autoritário. Que os torturadores tenham a punição que lhes é cabível, ainda assim será muito pouco diante de todos os seus atos.

PUNIÇÃO AOS TERRORISTAS! NO PASARÁN!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

St. Pauli de Volta a Bundesliga

Em nosso boletim de janeiro/fevereiro de 2009, dedicamos a nossa coluna de futebol ao FC St. Pauli, time alemão conhecido por sua conduta - principalmente nas arquibancadas - contra o racismo, o fascismo, o machismo, a homofobia.

Agora, em seu ano de centenário, o St. Pauli conseguiu no último dia 8, o acesso a Bundesliga, primeira divisão do Campeonato Alemão, da qual ficou fora desde a temporada de 2001/2002.


Parabenizamos a torcida e o clube, pelo acesso conseguido e fazemos votos que mantenham sua postura e atitude, que não façam concessões por estarem na primeira divisão e que continuem sendo mais uma "organização" da luta anticapitalista nos tempos de hoje.

Eu sou um trovão que rola, a chuva que cai
Estou chegando como um ciclone
Meus relâmpagos reluzindo no céu
Você é apenas um jovem, mas vai morrer...



O público sempre começa os jogos do St. Pauli com a música Hell´s Bells, do AC/DC.

Companheiros Argentinos já Estão nas Ruas

Já estão em liberdade os cinco companheiros argentinos, que foram presos durante uma manifestação em solidariedade aos companheiros gregos.

Os mesmos voltaram às ruas no último dia 7 (sexta-feira), após terem sido presos no dia 27/04, durante uma concentração na frente da embaixada da Grécia em Buenos Aires, no dia internacional de solidariedade com o preso anarquista grego Giannis Dimitrakis.

Recebemos então a notícia de que foi "aprovada" a libertação dos mesmos, porém não sabemos se continuam sendo processados pelos "crimes" de que estão sendo acusados: "atentado", "prepotência ideológica", "lesão corporal", "danos" e "resistência à autoridade". Acusões com claras intenções de reprimir e impedir a todas as forma de manifestações e indivíduos que se organizem para um protesto.

Em nome de todos e a pedido de nosso camarada Checho, agradecemos aos que prestaram solidariedade a este caso. O apoio, camaradagem e a ação direta contornam as dificuldades de todos os tipos.

Os antifascistas avançam...!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Boletim Maio/Junho 2010


Clique aqui para baixar o seu exemplar do Boletim Informativo da RASH SP de março/abril de 2010.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Liberdade aos Cinco Companheiros Presos


No dia 27 de abril, ocorreu um protesto em frente a embaixada da Grécia, na Argentina, pedindo a libertação do anarquista Giannis Dimitrakis que está preso (na Grécia). e em solidariedade às manifestações que estão ocorrendo na Grécia atualmente. Nessa manifestação na Argentina, participaram anarquistas de Buenos Aires, que levaram panfletos para difundir a situação.

Como era de se esperar, houve repressão policial contra os manifestantes, dando início há um conflito. Que terminou com o saldo de alguns policiais e manifestantes hospitalizados e cinco manifestantes presos.

Entre os cinco manifestantes, está Jesica, baixista da banda Scarponi, que juntamente com o nosso amigo Checho (vocalista da banda), colaborou com a entrevista que fizemos em janeiro/2010 sobre a cena antifascista em Buenos Aires. Jesica estava fotografando a manifestação.

Jesica está atualmente na Prisão de Segurança Máxima de Ezeiza (na periferia da capital Argentina) e permanecerá detida até o julgamento, onde estará respondendo por: "atentado", "prepotência ideológica", "lesão corporal", "danos" e "resistência à autoridade". O julgamento pode ocorrer entre um e dois anos.

Estamos divulgando o fato em solidariedade a nossa camarada Jesica e aos demais manifestantes presos, para que todos tenham conhecimento.

domingo, 2 de maio de 2010

PALESTRA: 100 Anos Revolução Mexicana


Há cem anos teve início no México um dos processos revolucionários mais importantes da América Latina, considerado por muitos historiadores não apenas um evento de importância nacional, mas de alcance mundial.

O coletivo RASH SP, no marco das atividades comemorativas dos oito anos de sua fundação, realizará no próximo dia 15 de maio (sábado), uma palestra com o tema "Os 100 anos da Revolução Mexicana".

Ministrada pelos professores doutores Everaldo de Oliveira Andrade e José Rodrigues Mao Jr., a palestra terá início às 13h em local próximo ao metrô Paraíso, divulgado apenas às pessoas que confirmarem presença por e-mail.

Pedimos aos interessados que enviem nome e telefone de contato para o e-mail contatorashsp@yahoo.com.br. Necessitamos dessa confirmação, pois as vagas são limitadas. PARTICIPE!