Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Entrevista - The Oppressed

A banda "The Oppressed" dispensa comentários. Com uma postura completamente antiracista - seja em suas letras, entrevistas, comentários durante suas apresentações e outras ações - a banda de Cardiff/Reino Unido, foi formada em 1981. Pararam de tocar em 1984 e depois retornaram à ativa.

O vocalista da banda, Roddy Moreno, com quem conversamos por e-mail recentemente, foi um dos responsáveis por promover as idéias do movimento S.H.A.R.P. na Inglaterra ainda nos anos 80. Como dito, a banda dispensa comentários, suas letras falam por si só. Acompanhem na íntegra a entrevista que fizemos com eles, respondida por Roddy Moreno:

RASH SP: Depois de tanto tempo de estrada e passando por tantas mudanças, qual atual formação da banda?

Roddy Moreno: A formação atual sou eu, meu irmão Dom, Floyd na guitarra e Tony Kizmus na bateria. Tony era o pequeno skinhead branco na manga “Work Together”.

[Roddy Moreno]

RASH SP: Vocês participaram do nascimento do Oi!. Como está o Oi! hoje em termos de cena musical aí no Reino Unido e na Europa?

Roddy Moreno: é uma cena saudável aqui porque os nazis foram levados pro underground. Ainda há indiferença e muitos não políticos, mas você não vê a escória em shows e existe uma cena antifascista bem saudável. Skins, punks, hardcore antifascistas agora trabalham juntos para manter a cena livre de nazis.

RASH SP: Vocês chegaram a parar de tocar em 1984. O que os levou a voltar e fazer apresentações como algumas que fizeram recentemente tanto no Reino Unido quanto n Europa Continental?

Roddy Moreno: Primeiro nos ofereceram bastante dinheiro ara tocarmos “Punk & Disordely”, portanto o principal motivo foi financeiro. Nós somos todos simples trabalhadores com famílias e era difícil recusar o dinheiro oferecido mas como estávamos tocando novamente nós continuamos e significa que nós podemos fazer alguns shows pela causa.

RASH SP: Todos sabemos da longa luta de vocês contra o racismo e o fascismo na cena Skinhead e na imprensa brasileira a imagem do Skinhead ainda é majoritariamente associada ao fascismo. Mas como está essa cena atualmente no Reino Unido e na Europa? Na sua opinião os boneheads estão diminuindo?

Roddy Moreno: A escória nazi nunca é vista nos concertos porém eles ainda estão tocando em shows escondidos e fazendo planos para uma nova ordem, mas a verdade é que eles são uma piada e ninguém os leva a sério.

RASH SP: Outra questão relacionada com a cena Skinhead. Como vocês vêem o papel de agrupações como o Sharp e o Rash atualmente?

Roddy Moreno: Eu creio que qualquer um que se ponha contra a escória nazista merece crédito. A política deles não interessa, para mim a luta contra o racismo é o importante.

RASH SP: Passando para o futebol, vimos que vocês torcem para o Cardiff e vimos também que o time fez uma boa campanha nessa última temporada. Qual a expectativa de vocês em relação ao Cardiff na próxima temporada?

Roddy Moreno: Bom, nós desperdiçamos o progresso para a “Premier league” (algo como a primeiro divisão) ao perdermos para o “Blackpool” na final em Wembley. Eu esperei 30 anos para ver o Cardiff City de volta ao topo mas eu rezo para que esta temporada nos leve de volta a ele.

RASH SP: Vocês possuem um cd chamado Music for Hooligans. O que é o hooliganismo hoje no Reino Unido? Existem torcidas que adotam posturas antifascistas mais firmes aí no Reino Unido?

Roddy Moreno: Nunca houve um elemento político no futebol no Reino Unido ao contrário da Europa, onde existem times fascistas e antifascistas. No Reino Unido sempre foi importante a área de onde você é. Aqui ele lutam apenas pelo futebol e não por política.

RASH SP: Além do Oppressed, quais os outros projetos que vocês desenvolvem?

Roddy Moreno: Eu e o Dom tocamos no “Tighten Up”; eu e o Floyd tocamos no “The D Teez”.

RASH SP: Há no momento a expectativa de lançarem material novo?

Roddy Moreno: Tem alguns anos que eu não escrevo nenhum material novo, então é improvável.

RASH SP: Chegamos ao fim, agradecemos atenção de vocês. Fica aí o espaço para uma mensagem final

Roddy Moreno: Como sempre, obrigado pela entrevista e “FUCK FASCISM BEFORE IT FUCKS YOU” (Foda o fascismo antes que ele foda com você!).

5 comentários:

Vidiball Oi! disse...

Do Kraio!

Abraços! Oi!

Imposição disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Imposição disse...

Muito bom, essas entrevistas enriquecem mais ainda a cena, continuem assim RASH SP

Xi Drinx disse...

boa entrevista.

Marc disse...

Roddy é um puta crânio. Parabéns pela entrevista.