Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Novo Estatuto do Torcedor


“N
o capital tudo vira mercadoria”, já foi dito uma vez, desde os “direitos” básicos (saúde, alimentação, educação, etc) até as “contraculturas” (que ingenuamente pensam estar fora da engrenagem), Isso acontece, também, no esporte mais popular do mundo: o futebol. E não haveria de ser diferente. O fato de compreender que isso ocorre não significa que é aceitável ou justo.

Com relação ao futebol, existe claramente uma diferença de conceito, para os sangues sugas que lucram com ele diariamente. É um entretenimento, um ”espetáculo”. Mas a realidade é que o futebol é muito mais que isso, futebol é sentimento, paixão, ódio, alegria, tristeza, suor, lágrimas.

Com toda certeza, o amor de um verdadeiro torcedor pelo seu time é o amor mais puro que existe, é aquele que não pede nada em troca. Pode haver cobranças com relação a resultados, no entanto a grande verdade é que mesmo nas derrotas, a paixão não muda.

Esse amor pelo clube, faz com que por vezes nada mais importe, família, amigos, namorada...não tem jeito, não adianta, têm horas que o único lugar que importa é a arquibancada, o resto se ajeita depois. Faz sentido? Provavelmente não, mas não tem que fazer mesmo, não tem que ter explicação, não tem que ser justo, é sentimento, não é racional.

Na contramão disso tudo, aqueles que vêem o futebol como entretenimento, lançam agora o “Novo Estatuto do Torcedor”, com o intuito de proteger o “consumidor” de futebol e “prevenir” a violência em eventos esportivos. Desculpa esfarrapada para afundar ainda mais a sociedade de controle e transformar os estádios em casa de espetáculo de ópera.



Na prática, para quem mora no Estado de São Paulo, pouca coisa muda, já que por aqui há tempos tudo é proibido, porém as penas ficaram mais duras. Claramente esse recrudescimento vai afetar mesmo as torcidas menores, já que é mais fácil a identificação física dos membros destas torcidas.

A maior patacoada desse novo estatuto, e prova de que o “combate a violência” é só uma desculpa, está no artigo que prevê sanções às torcidas que brigarem ou “incitarem a violência” (termo extremamente vago) até 5 km dos estádios. Pombas! Há muito, as brigas perto do estádio são raras ocorrendo, em sua maioria das vezes, nos próprios bairros ou no trajeto dos estádios. Qualquer um que acompanhe futebol para além dos programas esportivos e jornais “especializados” sabe disso, as “autoridades” também sabem.

A realidade é simples, em 2014 a Copa do Mundo será realizada aqui, faz-se necessário mostrar para a FIFA e para o mundo que somos “civilizados”, que sabemos “apreciar o espetáculo”, que estamos enquadrados na nova ordem do futebol, que as “famílias vão aos estádios” (proselitismo para esconder “queremos elitizar os estádios”). O Estatuto do Torcedor foi a primeira medida, encher os estádios de cadeiras com lugares marcados será a outra, aumentar os preços do ingresso também, e por aí vai. Já mataram o futebol no campo, querem matar na arquibancada também.

ps: sobre a proibição de xingar no estádio, é tão ridículo que nem merece comentários.

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