Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Reivindicaremos o 7 de Outubro sempre!

Nas últimas semanas a imprensa marrom paulistana, esta que sorrateiramente nos espreita pelas quebradas virtuais em busca de escândalos, andou tentando explorar com sua característica má fé as referências que já fizemos à Revoada dos Galinhas Verdes de 1934 aqui em nosso blogue.

Em 7 de outubro de 1934, antifascistas deram um duro golpe nos sonhos de poder dos integralistas no Brasil. Uma Frente Única Antifascista composta por anarquistas, comunistas, socialistas e antifascistas em geral botou pra correr os fascistas que, "liderados" por Plínio Salgado, se manifestavam nessa data na Praça da Sé em São Paulo.

Esta data deve ser relembrada, comemorada e, o mais importante de tudo, servir de exemplo para toda a juventude que hoje está nas ruas em São Paulo, tentando de alguma forma se organizar contra a ação dos nazi-fascistas que espalham o ódio contra homossexuais, negros e moradores de ruas. Antifascismo não é moda, não é um lado a ser tomado em uma guerra entre gangues, antifascismo é luta, é combater o poder do capital que mostra suas garras através do machismo, da homofobia, do sexismo, do racismo e da exploração dxs trabalhadorxs. 
 
Não será a má fé dessa imprensa marrom que vai nos fazer negar essa data, não deixaremos jamais de reivindicar o 7 de outubro como exemplo de unidade antifascista e de luta vitoriosa nas ruas da cidade.

Para complementar a nossa homenagem à essa data, vamos deixar abaixo uma citação que xs nossxs camaradas da Maloka Eletrika utilizaram em sua comemoração desta data:


Sete de Outubro! Lélia! 



Em 7 de outubro de 1934, na Praça da Sé, todos nós, os engajados na luta antifascista (trotskistas, socialistas, anarquistas, stalinistas e democratas), enfrentamos, com armas na mão ou sem elas, a organização fascista-integralista, comandada por Plínio Salgado. Os integralistas estavam todos fardados, bem armados, enquadrados e prontos para uma demonstração de força, protegidos pelas instituições político-militares getulistas e dispostos a tomar o poder. Nós, espalhados ao longo da praça e nas ruas adjacentes, esperamos pacientemente que desfilassem primeiro as crianças, também fardadas, e as mulheres integralistas. Depois disso, quando os asseclas de Plínio iniciaram seu desfile, nós todos, a um só comando, avançamos e começou a luta aberta. Não me lembro quanto tempo demorou o tiroteio. Eu estava junto aos portões do prédio Santa Helena com um grupo de trotskistas, entre eles meu irmão Mário, Fernando Saveiro e outros. Nosso grupo não tinha armas, apenas grossos pedaços de paus e pedras. O embate foi intenso. Fumaça, estampidos e gritos que ecoavam por toda a praça. Houve muitos feridos, entre os quais Mário Pedrosa, que foi baleado numa perna, e um morto, o jovem militante do PCB Décio Pinto de Oliveira. Meu irmão Fúlvio, ao lado deles, socorreu-os imediatamente.
[...]

Os fatos que antecederam e os que se sucederam a este episódio constam da história desta cidade e não cabe, aqui, alongar-me sobre este momento histórico, que contribuiu realmente para deter o ímpeto do integralismo em direção ao poder.

Lélia Abramo

terça-feira, 20 de setembro de 2011

NOTA DO COLETIVO RASH-SP A RESPEITO DOS ACONTECIMENTOS DE 3 DE SETEMBRO


Na noite de 3 de setembro de 2011 um punk de 25 anos foi assassinado por gangues nazistas diante de uma casa de shows onde se apresentava a banda inglesa Cock Sparrer. Foi uma morte anunciada, uma vez que pelo menos uma semana antes do crime a informação de que diversas quadrilhas autodenominadas White Power ("poder branco", bandos de orientação racista e nazista) estariam na entrada do show com o objetivo de matar. Todos sabiam, inclusive a polícia, que havia sido formalmente avisada com antecedência pelos organizadores do evento a respeito da presença iminente destes grupos de ódio no local. Nem mesmo a delegacia responsável pela repressão aos crimes de ódio, que afirma manter informantes e agentes infiltrados em todas as gangues da cidade, agiu a tempo de impedir a tragédia.

Poucas horas após o crime, a imprensa já noticiava o acontecimento de maneira irresponsável, descrevendo-o como uma mera briga de gangues e divulgando informações inverídicas. Inclusive nosso coletivo foi nominalmente citado em matéria postada naquela mesma noite no portal de internet do jornal Folha de São Paulo, na qual os jornalistas Diego Shuda e Raphael Sassaki afirmam de forma absolutamente mentirosa e irresponsável que a RASH-SP participou ativamente do confronto que resultou no homicídio.

Infelizmente essa está longe de ser a única matéria de má-fé lançada pela mídia sobre o incidente. Alguns jornais se referiam à vitima de forma desrespeitosa, enquanto outros mal citavam que o ataque foi promovido por nazifascistas dos mesmos grupos que recentemente foram responsáveis por ataques a homossexuais e moradores de ruas. Completando o festival de desinformação, um amplo espaço vem sendo dado pela mídia a figuras que se autointitulam "especialistas" em gangues e skinheads e que são, para dizer o mínimo, simpatizantes dos grupos de ódio. O fascista David Vega pode ser, no máximo, porta-voz de seus amigos dos grupos de ódio, mas jamais alguém cuja análise contribua para esclarecer alguma coisa. 

Parece claro que por trás desta tendência de tratar o assunto como uma mera guerra entre gangues há uma tentativa de criminalizar aqueles que nas ruas se opõem aos grupos de ódio. Alertamos que a criminalização dos grupos de subcultura jovem - gangues, crews, turmas ou o nome que queiram dar a eles - é absolutamente contraproducente para o combate à violência nas ruas e aos grupos de ódio. O que ainda não sabemos é se esta tentativa de criminalização baseia-se unicamente na ignorância e preconceito por parte da imprensa e do Poder Público, ou se oculta outros interesses. O que sim, podemos afirmar é que muito pouco tem sido feito pelo Poder Público para reprimir os grupos de ódio que circulam nas ruas de São Paulo com cada vez mais tranquilidade, enquanto punks e skinheads antifascistas e antirracistas vêm vivendo sob constante pressão policial.

Não aceitamos que nos transformem em bode expiatório, como se fôssemos os responsáveis por uma situação de violência cujo agravamento parece interessar a muitos - à imprensa, aos políticos, à polícia. E também às próprias quadrilhas nazifascistas, cuja falta de cérebro não permite que sua ação transcenda a violência ganguista. A experiência nos ensina que podemos contar muito pouco com a mídia e os órgãos de segurança, que parecem muito mais interessados em desinformar a população e criar um clima de pânico irracional em relação às subculturas urbanas que reprimir de forma efetiva os grupos de ódio que ameaçam a todos e a todas. Por isso vamos intensificar o trabalho de informação à população, esclarecendo não apenas a respeito de nossas subculturas, mas principalmente o que são os grupos de ódio e quem são seus membros. Sabemos que hoje muitos punks e skinheads que acreditam na luta contra o preconceito e a exclusão, estão presentes em salas de aula como professores ou mesmo atuando como jornalistas sérios. Vamos usar essa experiência a nosso favor, assumindo a responsabilidade de falar com propriedade sobre o tema, combatendo o estereótipo de que todos são jovens ganguistas, mantendo também firme a ideia de que cabe a nós mesmos documentar a nossa história.

Se queremos resgatar a origem do movimento skinhead (Remember Your Roots / Back to ’69 / Spirit of ‘69), que seja no seu ponto mais marcante: mantendo o seu espírito multiétnico. Continuaremos a formar alianças com todos os outros grupos que são alvos dos pilantras nazifascistas, ou seja, toda a sociedade que não se enquadra no padrão “homem, branco, heterossexual, cristão e burguês”: xs negrxs, as mulheres, xs dissidentes sexuais, xs imigrantes, xs nordestinxs...

Fortaleceremos cada vez mais nossa união contra essa corja de quadrilheiros, que estão sós com seu racismo, enquanto nós somos muitxs! Somos todxs!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Ódio (La Haine, 1995) - Download (Legenda em Português)

Dando continuidade à proposta de divulgação de filmes (políticos, com caráter antifascista e contra-cultural) aqui no blog, vamos aproveitar a oportunidade para deixarmos nossa primeira indicação: "O Ódio (La Haine)".

Embora o filme seja de 1995 e a ação se passe na França, ele tem muito a ver com os atuais acontecimentos na Inglaterra.


 






Sinopse (do blog Cynicozilla): Policiais franceses, mais especificamente os de Paris, espacam um garoto que vai parar no hospital correndo risco de vida. O garoto espancado é um dos muitos que moram na periferia de Paris, povoado por imigrantes, vindos do norte da áfrica (Magreb) ou outras (ex?) colônias francesas. O fato dele ter sido impunemente espancado pela polícia inspira a revolta e o ódio no coracao de outros jovens, que, assim como ele, nao sao franceses “legítimos“.

Resultado: vandalismo, depredacao, revoltas, conflitos com a polícia, incêndio…

Até que um policial perde sua arma durante um desses eventos, um revólver, cheio de balas pedindo para serem disparadas, e quem acha essa arma é um jovem de descendência árabe. Este, junto com outros amigos da periferia, faz a promessa de que se o jovem que se encontra no hospital morrer ele irá entao matar um policial para igualar o placar.

"Dirigido por Mathieu Kassovitz (o namoradinho da Amelie), esse filme mostra a tensão existente na sociedade francesa no que diz respeito aos imigrantes. Uma verdadeira porrada na cara da sociedade. Com atuações viscerais, e uma fotografia suja, O ódio é, sem dúvida, um dos melhores filmes franceses dos anos 90. Aproveitem!"

Origem: França
Ano: 1995
Formato: Dvdrip
Áudio: Francês
Legenda: Português

DOWNLOAD DO TORRENT DO FILME - CLIQUE AQUI
DOWNLOAD DA LEGENDA - CLIQUE AQUI

Intervenção Antifascista - Stickers












segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ANTIFA: Chasseurs de Skins (2008) - Download (Legenda em Português)

 
★Atenção!★

Os linx já estão funcionando novamente!

Vocês pediram a RASH-SP atendeu!

Mais uma vez contando com a colaboração da Maloka Eletrika e também do camarada Pichorra, finalmente disponibilizamos para download o documentário francês "ANTIFA: Chasseurs de Skins" com legenda em português.
 


Sinopse: O renascimento do movimento skinhead no início da década de 1980 coincidiu, na Europa, com o crescimento dos partidos de extrema-direita, que se empenhavam em cooptar para suas fileiras jovens da classe operária cuja autoestima havia sido corroída pela crise econômica. Na França, o partido de extrema direita Frente Nacional (Front National - FN), de Jean Marie Le Pen, chegou a obter 20% dos votos, num momento em que a imigração no país atingia o seu auge e os relatos de agressões racistas nas ruas eram diários. Com o lema “a França para os franceses”, os fascistas do FN e de outros grupos ainda mais radicais recrutavam seguidores em cada esquina e 99,9% dos skins franceses acabaram cooptados pela extrema-direita, num processo semelhante ao que vinha também ocorrendo em outros países europeus, como a Inglaterra, onde houve uma adesão em massa de skinheads ao National Front e ao BNP (British National Party).

Ao mesmo tempo em que essas gangues manipuladas pelos partidos de extrema direita estavam na iminência de assumir o controle das ruas de Paris, uma forte cena punk/underground se desenvolvia por toda a França. E foi deste caldo de cultura libertário e multiétnico que pulsava nas ruas e nos squats que surgiram as primeiras gangues de Caçadores de Skinheads, dedicadas não apenas à autodefesa em shows e squats, mas, principalmente, a escorraçar as gangues fascistas das ruas.

É a história desse processo de desfascistização das ruas de Paris que Antifa: Chasseurs de Skins conta, explorando também a pré-história do movimento skinhead na França e as primeiras gangues rockers antirracistas, como os As-nays e os Black Panthers, que na década de 1970 enfrentavam gangues de rockers racistas, e que, por sua vez, inspiraram as gangues de Caçadores de Skins propriamente ditas, como os Ducky Boys, os Red Warriors e os Ruddy Fox. Eram gangues multiétnicas, extremamente combativas e fortes, formadas por professores e/ou campeões de alguma arte marcial (Muay Thai, Full Contact, Kung Fu, etc.), como era o caso dos Ducky Boys e dos Red Warriors.
 
Origem: França
Ano: 2008
Formato: AVI
Áudio: Francês
Legenda: Português

★Atenção!★

Parece que algumas pessoas, em especial xs usuárixs do - argh! - Infernet Explorer, estão tendo problemas para fazer os downloads. Sugerimos, então, que cliquem com o botão direito sobre o link e selecionem, a seguir, a opção "salvar destino como" (ou "salvar link como", no caso do Firefox), salvando o arquivo no lugar desejado de seu computador. Caso o problema persista, comuniquem-se conosco.

De qualquer maneira, recomendamos sempre a utilização de navegadores livres como o Firefox.


DOWNLOAD DO FILME - CLIQUE AQUI

DOWNLOAD DA LEGENDA - CLIQUE AQUI ou AQUI

Link alternativo para download no Depositfile (pasta compactada com video + legenda) - CLIQUE AQUI

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO: POSTAGEM SOBRE A 15ª PARADA GAY


Para que não fique nenhum mal entendido sobre nossa posição a respeito a universalização do casamento, levantada após a nossa postagem sobre a 15ª Parada Gay de SP, publicamos uma nota de esclarecimento:

Em nenhum momento dissemos ser contrárixs ao chamado “casamento gay”.  Como direito, deve ser estendido a todxs: mulheres, homens, travestis, transexuais, intersexuais, a qualquer ser humano. Somente a partir daí, quando a possibilidade de casar-se for direito pleno de todxs e de cada um(a), é que a instituição casamento poderá ser plenamente questionada. Isso, no entanto, não nos impede de reconhecer uma supervalorização do tema,  que se tornou o carro-chefe do processo de aburguesamento que denunciamos no panfleto da 15ª Parada.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Resenha - Exibição Documentário "ANTIFA: Chasseurs de Skins" em Joinvillie/SC

Publicamos abaixo a resenha elaborada pelo Coletivo Molotov (Punks e SHARP´s) de Joinville/SC sobre o evento de exibição do documentário “ANTIFA: Chasseurs de Skins”.

Primeiramente parabenizamos o coletivo pela iniciativa, esse é o papel de grupos antifascistas dentro da cena skinhead e punk: promover eventos onde o debate dessa luta antifascista seja levantado. Também registramos aqui o nosso apoio para colaborar com o grupo, para que continuem a organizar esses eventos, que além de levantar o debate, atrai novos participantes.

Quanto à falta de apoio para o evento (inclusive da própria cena punk, skin e underground no geral) que o grupo relatou , temos a dizer que isso não deve ser motivo de desistência. O desinteresse político (interesse político não é sinônimo de militância partidária) dentro das subculturas não é uma particularidade da cidade de Joinville/SC apenas, coletivos de skinheads e punks sofrem com esse desinteresse em cidades maiores, como São Paulo por exemplo, que têm uma presença muito maior desses grupos e sofre desse mesmo mal. E também não é uma particularidade apenas do nosso país, temos ciência que pelo mundo a fora muitos jovens estão ligados à cena antifascista das ruas apenas por modismo, não são comprometidos e agem apenas por pose.

Justamente por conta desse modismo é que coletivos como o Molotov devem se manter firmes, aproximando os indivíduos e demais coletivos com interesses e objetivos em comum, formar redes e juntar todos os antifascistas da região. Devem trabalhar com as pessoas com convicção ideológica, devem fortalecer essa convicção e estarem atentos aos novos interessados.

Mantenham-se firmes e continuem com o esse sentimento claro de vocês, tomando para si as ruas da cidade e não permitindo que os fascistas se expressem. Nem nazi-fascistas e nem putos amigos de nazi-fascistas.

RASH SP

Resenha por Coletivo Molotov
Domingo, dia 31/07/2011, foi o dia escolhido para a exibição do documentário francês "ANTIFA: Chasseurs de Skins" na cidade de Joinville/SC, documentário esse enviado pelos companheiros da RASH de São Paulo ao Coletivo Molotov Antifascista.

Primeiramente tentamos realizar o evento na Cidadela Cultural Antártica, porém após 3 semanas aguardando a resposta deles, saímos de lá escutando:

"- Isso aqui não é pra fazer festa particular!"
"- Não vai dar pois vamos reformar o auditório!"

Atitude que nos deixou surpresos, tendo em vista que preparamos uma carta explicando a respeito do filme, do Coletivo Molotov e de nossa intenção em exibir o documentário. Levamos mais algumas semanas até encontrar um outro local que aceitasse realizar o evento. No final fechamos com a Sociedade Cultural e Esportiva Cruzeiro.

Resolvemos marcar em um domingo às 16h, devido ao fato de Joinville ser uma cidade operária onde muitos trabalham aos sábados. Fizemos uma boa divulgação enviando o cartaz para todos os nossos contatos. Porém como é de costume em Joinville, o próprio público não apoia a cena underground local.

Fato esse que não nos desanima e muito menos nos faz pensar em não realizar mais eventos na cidade, porém, nos faz perguntar: "Onde estavam aqueles que dizem apoiar as causas Antifascistas?". Enfim, continuaremos realizando nosso trabalho visando dissiminar a luta Antifascista e adquirir novas alianças.

No local estava presente o Coletivo Molotov e seu grupo de apoio, convidamos para a banca de debate um camarada Skinhead professor de História. O filme se iniciou às 16h30 e todos permaneceram em seus lugares observando atentamente o documentário.

Ao final iniciamos o debate. Esclarecemos alguns pontos do filme em relação ao ganguismo e da cena skinhead mundial para depois conversarmos a respeito de como esse documentário viria a influenciar e servir para a cena local da cidade.

A conversa foi bastante construtiva e serviu para analisarmos diversas épocas do rolê de Joinville. Também citamos a forma como os grupos de extrema direita se organizam em nossa cidade, assim como alguns outros pontos que o documentário nos despertou. O debate não foi muito longo, provavelmente pelo fato do público presente já conhecer o documentário e de estar ciente das idéias contida no mesmo.

Esse evento foi de grande importância para o Coletivo, pois além dos pontos citados acima, ele serviu para dar um verdadeiro gás em todos. Agradecemos aos que foram prestigiar o filme e logo daremos continuidade ao debate com aqueles que se interessam pela causa.






sábado, 30 de julho de 2011

Coletivo Molotov - Exibição e Debate do Filme "ANTIFA: Chasseurs de Skins"

No próximo dia 31/07 (domingo), o Coletivo Molotov de Joinville/SC, exibirá o documentário francês "ANTIFA: Chasseurs de Skins", evento que já ocorreu aqui em São Paulo este ano, organizado por nós da RASH SP (resenha aqui).

Desejamos sorte aos camaradas antifascistas do sul. É a juventude se organizando nos quatro cantos do país.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Resenha - Participação RASH SP no Programa Grampo MTV

Recebemos há duas semanas o contato da produção do programa Grampo MTV, da emissora MTV Brasil, nos convidado a participar de um programa “especial” sobre skinheads, por conta dos últimos acontecimentos que vêm ocorrendo na cidade de São Paulo.

“Especial” porque, segundo a produção, visava informar a população sobre a real origem dos skins e suas “divisões”, expor que nem todos são racistas e, com isso, nós da RASH SP  falaríamos sobre o nosso coletivo e a nossa luta. Algo diferente do que vem sendo feito por outras grandes emissoras.

Negociamos alguns pontos que achávamos importantes: que  nossas identidades fossem preservadas, que nos dessem maiores informações sobre os demais grupos e pessoas que participariam do programa (já que não concordamos que emissoras deem espaço para nazifascistas exporem suas ideias em rede nacional, como se as ideias de um fascista merecessem alguma consideração) e, obviamente, que a MTV fosse clara em relação ao real objetivo do programa com essas entrevistas.

Após algumas negociações, concordamos com a participação e a gravação ocorreu na semana passada. Conduzida pelo apresentador Cazé Peçanha, a entrevista na íntegra durou pouco mais de 40 minutos e pareceu muito mais um “bate-papo” do que uma sessão de “perguntas e respostas”.

Falamos do objetivo das seções RASH no mundo, que não somos um partido, mas coletivos que abrigam skinheads libertários, que cada um milita fora da RASH também, na organização  que lhe parecer melhor. Comentamos sobre a importância da propaganda antifascista nas ruas de São Paulo, a presença nas manifestações que vêm ocorrendo nos últimos meses e o papel da música como ferramenta importante para a divulgação de ideais libertários (por isso a necessidade de termos gigs de Oi! e punk rock ocorrendo com frequência e do apoio de todos), que o coletivo está aberto a formar redes, e que não temos uma linha política fechada além do fato de abrigarmos os skinheads de esquerda.

Não deixamos de citar que somos fiéis às origens do movimento skinhead original, porém buscamos manter a parte positiva daquela época e superar os aspectos negativos, como o apoliticismo e a violência gratuita. A todo o momento tentamos superar o ganguismo com uma ação político-cultural, mantendo sempre uma postura classista.

Fomos questionados sobre o porquê da preocupação com a exposição dos membros do coletivo, já que o que fazemos é algo que “deveria ser visto como correto” pela sociedade. Pois bem, obviamente por uma questão de segurança, para mantermos a integridade física dos nossos membros, tendo em vista que estamos sujeitos às mesmas ameaças vindas dos grupos nazifascistas que circulam nas ruas de São Paulo. E ainda nesse ponto da entrevista, denunciamos a repressão que os grupos que lutam pelos direitos dos trabalhadores sofrem em nosso país. A repressão policial em passeatas e manifestações, por exemplo, chega a ser brutal. Por esse motivo estamos cientes de que a polícia é o braço armado do Estado nas ruas, que visa silenciar a todos os que lutam contra os moldes desse sistema capitalista, responsável por gerar a exploração do homem pelo próprio homem, a miséria e todas as formas de preconceitos e exclusões: racismo, homofobia, machismo e o separatismo.

Um outro ponto que procuramos ressaltar na entrevista foi a necessidade da denúncia pública dos quadrilheiros que circulam nas ruas de São Paulo. Todos esses nazifascistas levam uma vida “comum” quando não estão espalhando o ódio, ou seja, trabalham, estudam, frequentam tranquilamente os locais públicos sem serem identificados. Uma ação de denúncias dessas pessoas e desses grupos se faz necessária, imediatamente.

Podemos dizer que a entrevista seguiu esse esquema, sendo finalizada com algumas informações básicas sobre a cultura skinhead: visual (vestimentas), musical (bandas antifascistas e ligadas à RASH e bandas que defendem de extrema-direita, ultraconservadoras) e as formas de autodefesa.

A nossa entrevista, juntamente com as dos demais grupos e pessoas que participariam do programa, foi ao ar ontem (26/07) às 23h. Diante da versão final e editada do programa (à qual obviamente não tivemos acesso antes da exibição nacional),  gostaríamos de tecer alguns comentários:

Com os últimos acontecimentos que colocaram em evidência o termo “skinhead”, temos observado que  pessoas bastante suspeitas vêm sendo procuradas pela mídia para comentar e opinar a respeito, sendo estas apresentadas como “pesquisadores” e “especialistas” no tema. No caso do programa de ontem à noite, um desses  “especialistas” que a mídia vem apadrinhando (já apareceu em outras emissoras/programas falando sobre os “skinheads”), relata abertamente sua vinculação com grupos de ódio. E, por coincidência, é a mesma pessoa que "citamos" aqui em abril do ano passado, que por trás da fachada de “pesquisador”,  mal consegue ocultar o rabo preso com quadrilhas nazifascistas.

O outro “pesquisador” que participou do programa pouco se preocupou em disfarçar sua admiração pelos Carecas, grupo que procurou desvincular da extrema direita.  O “pesquisador” coloca o grupo dos Carecas como algo à parte, um produto tipicamente nacional, como se existisse apenas no Brasil, quando todos sabemos que existem grupos semelhantes (ultradireita que não se identifica  como White Power),  em países como Chile,  México e inclusive na França dos anos 80.

Uma boa parte do programa foi destinada ao caso ocorrido em 2003, quando Carecas foram acusados de obrigarem dois rapazes a pularem de um trem em Mogi das Cruzes, causando a morte de um deles e a amputação do braço do outro. Porém o que nos espantou foi que a vítima teve pouco tempo para falar, a maior parte ficou por conta de um dos Carecas acusados, que usou a oportunidade para se defender, apresentando-se como a grande vítima do episódio.

Como dissemos no início, abordamos durante a entrevista coisas que acrescentariam positivamente para o reconhecimentos dos skinheads antifascistas, que esclareceriam de forma política a nossa luta, deixando em evidência o nosso lado classista. Ressaltamos também a importância das mulheres em nosso coletivo – éramos duas mulheres e dois homens concedendo a entrevista – e denunciamos o machismo presente no próprio movimento libertário, mas nada disso foi ao ar.  Obviamente reconhecemos o caráter conservador da MTV e sempre tivemos claro que nosso discurso passaria por um filtro antes de ser retransmitido ao público. Mas consideramos também que nossa participação teve um caráter didático.  É muito importante não nos deixarmos deslumbrar pela exposição na grande mídia: o Capital é esperto e tem um estômago enorme, pronto para digerir os egos mais inflados. Devemos, sim, aproveitar essa visibilidade parcial de agora para estabelecer nossa própria agenda e canais de comunicação com a sociedade.

Abaixo segue vídeo com o programa na íntegra, disponibilizado pela própria emissora em seu site na internet:

terça-feira, 19 de julho de 2011

9 de Julho de 1932 não é motivo de orgulho... O orgulho paulista é ser universal!


Todos os anos no estado de São Paulo, na data de 9 de julho, é comemorada a Revolução Constitucionalista de 1932, onde os paulistas se opuseram ao governo de Getúlio Vargas. Opuseram-se porque com a entrada desse governo, o estado perdia o poder que tinha sobre o resto do país, em outras palavras, não se conformava de ter sido botado de escanteio.

Mas não queremos discutir aqui em um primeiro momento a questão histórica do fato, mas sim evidenciar o absurdo que é resgatar uma data como essa, desconstruir o mito que vem sendo criado.

Anualmente nas manhãs desse feriado, militares desfilam pelas ruas da cidade e são aplaudidos pela população. Pessoas balançam as bandeiras do estado com orgulho, sem ao menos saber o que representou a tal Revolução Constitucionalista e que estava longe de ter algum interesse para a população do estado, mas apenas para a sua elite.

Quando dizemos que a nossa preocupação está no mito que vem sendo criado em cima desta data, é pela maneira como a mesma vem sendo resgatada. O problema está em como grupelhos e quadrilhas de ultradireita estão se apropriando de um evento histórico que não passou de uma disputa entre as oligarquias da época, mitificando-o de maneira a servir aos seus interesses.

O estado de São Paulo sempre esteve conectado com o resto do país e do mundo, conexão essa que reflete na composição étnico-cultural de sua população, que é uma mistura de tudo.

Diante dessas palhaçadas o Coletivo RASH SP não podia se calar...



(Ao fim do vídeo, aparece a indicação para uma merda fascista. Não conseguimos alterar isso.)

















quarta-feira, 29 de junho de 2011

Panfletagem 15ª Parada Gay de SP - 26/06/2011

 
Mostrar publicamente e descontruir o estereótipo que skinhead é sinônimo de indivíduos carregados de preconceitos, é o objetivo de qualquer grupo de skins antifascistas organizados. Porém a RASH-SP não está nessa apenas para limpar a barra dos verdadeiros skinheads, mas também, mostrar que somos um coletivo com conteúdo, e não deixando de lado nossas raízes operárias e nos tornando apenas mais uma crew nas ruas. A nossa luta é antifascista, é contra o capitalismo e todos os seus males: o racismo, a xenofobia, o machismo e a homofobia.

Dessa forma, marcamos presença na 15ª edição da Parada Gay (Parada LGBT) da cidade de São Paulo, juntamente com nossos camaradas punks antifascistas, com o principal objetivo de difundir a nossa opinião sobre os rumos da luta contra a homofobia em nossa cidade. O texto distribuído na Parada foi o mesmo do post anterior desse blog.



Deixamos aqui o nosso agradecimento especial aos PUNKS que colaram conosco embaixo de chuva para a panfletagem, compartilhando a mesma opinião que a RASH-SP.

sábado, 25 de junho de 2011

NEM TAS, NEM KASSAB: REVOLUÇÃO!


Abaixo apresentamos o texto com a opinião do Coletivo RASH SP sobre a Parada Gay de São Paulo, onde desde o início do feriado, os jornais estão publicando que a organização do evento decidiu homenagear o apresentador Marcelo Tas. Esse será o texto distribuído no dia 26 (domingo) durante o evento:
 
A LUTA DE LIBERTAÇÃO DAS SEXUALIDADES DISSIDENTES SÓ PODE AVANÇAR SE CAMINHAR LADO A LADO COM AS DEMAIS LUTAS PELA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO NOVO E LIVRE. LUTAMOS PELO FIM DA SOCIEDADE DE CLASSES, RACISTA, SEXISTA, HOMOFÓBICA E PATRIARCAL E JAMAIS POR NOSSA INSERÇÃO NESTE SISTEMA INJUSTO E OPRESSOR EXISTENTE.

A HOMENAGEM A MARCELO TAS, A NOVA ESTRELA DOS GRUPOS CONSERVADORES TUPINIQUINS, NA PARADA DESTE ANO APENAS CONFIRMA A OPÇÃO IDEOLÓGICA DOS ORGANIZADORES DO EVENTO EM SÃO PAULO. A PRESENÇA FULGURANTE DE GILBERTO KASSAB NOS ANOS ANTERIORES JÁ APONTAVA QUE A ESTRATÉGIA DA ASSOCIAÇÃO DA PARADA DO ORGULHO GLBT DE SÃO PAULO (A ONG “PROPRIETÁRIA” DO EVENTO) É A ACOMODAÇÃO NA SOCIEDADE BURGUESA.

ESTA É TAMBÉM A OPÇÃO IDEOLÓGICA DAS PRINCIPAIS ORGANIZAÇÕES GLTB, E QUE SE EVIDENCIA NA ÊNFASE COLOCADA NA LUTA PELO CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO, COMO SE O AVAL DADO PELO ESTADO A UMA RELAÇÃO ENTRE DUAS PESSOAS FOSSE A PANACÉIA QUE RESOLVERÁ TODOS OS NOSSOS PROBLEMAS. SE UM POUCO DA ENERGIA, TEMPO E DINHEIRO GASTOS NO MOVIMENTO PELO “CASAMENTO GAY” SE DESTINASSE A FAZER DAS RUAS E ESCOLAS LUGARES SEGUROS PARA JOVENS DISSIDENTES SEXUAIS OU PARA GARATIR APOIO ÀS DISSIDENTES POBRES EM SUA VELHICE, JÁ TERÍAMOS UM BOM AVANÇO.

MAS O OBJETIVO DO MAINSTREAM GLTB NÃO SÃO XS POBRES, XS OBRIGADXS A BATALHAR SEU SUSTENTO NAS RUAS, XS QUE LUTAM POR SOBREVIVER EM COMUNIDADES DOMINADAS PELA VIOLÊNCIA DAS FACÇÕE E DA POLÍCIA. ESTXS SERVEM, NO MÁXIMO, PARA PALHAÇXS EM PROGRAMAS ESCROTOS COMO O COMANDADO POR MARCELO TAS.  O QUE GRUPOS COMO A ASSOCIAÇÃO DA PARADA DO ORGULHO GLTB PRETENDEM É O FORTALECIMENTO DE UM NOVO NICHO DO MERCADO, O CHAMADO PINK MARKET, PORTÃO DE ENTRADA DE “GAYS” E LÉSBICAS PARA O PARAÍSO CAPITALISTA [AINDA TEMOS DÚVIDAS SE TRAVESTIS E TRANS TAMBÉM ESTÃO CONVIDADXS PARA ESTA FESTA NEOLIBERAL...]

MAS A EXPLORAÇÃO CONTINUA. O RACISMO, O MACHISMO, A HOMOFOBIA E A MATANÇA NAS RUAS E NO CAMPO TAMBÉM! É O PROPRIO SISTEMA CAPITALISTA QUE ALIMENTA OS BANDOS FASCISTAS QUE NOS ATACAM E MATAM NAS RUAS DE SÃO PAULO.

NESTA 15ª PARADA DO ORGULHO GLTB, CONVIDAMOS A TODXS XS QUE RECONHECEM QUE A LUTA DE LIBERTAÇÃO DAS SEXUALIDADES DISSIDENTES É TAMBÉM A LUTA DE TODXS XS POBRES E EXPLORADXS DO MUNDO PARA JUNTAREM-SE A NÓS NESTA LUTA POR UM MUNDO LIVRE DE TODA A OPRESSÃO.

COLABOROU A MALOKA ELÉTRIKA

domingo, 29 de maio de 2011

UMA NOITE MEMORÁVEL - Exibição de ANTIFA: Chasseurs de Skins em SP

A pancada de chuva que caiu sobre São Paulo no início da noite da quarta-feira, 20 de abril, não impediu que o auditório da Ação Educativa ficasse lotado de pessoas que atenderam ao convite da RASH-SP para assistir ao filme Antifa: chasseurs de skins e debater a situação atual de nossas ruas. Foi um evento inédito, num ano em que nossa cidade tem sido palco de uma sequência de acontecimentos inusitados que, no nosso entendimento, teve início em fevereiro, com a Marcha contra a Homofobia, quando foi possível vislumbrar a possibilidade de aliança de skinheads e punks antifascistas com ativistas homossexuais, algo que pegou a muitos de surpresa, inclusive a velha imprensa, que sempre se alimentou de preconceitos, estereótipos e sensacionalismo. Por outro lado, a manifestação em apoio a Bostonaro e à homofobia, ocorrida em abril e que também pela primeira vez em nossa cidade uniu diferentes quadrilhas nazifascistas em plena luz do dia foi um alerta para que a aliança esboçada na Marcha de fevereiro se consolide numa rede ampla e forte.


O evento da noite de 20 de abril foi, portanto, um passo importante e necessário para a construção de uma cena antifascista relevante e ampla em nossa cidade. O horário previsto para o início da exibição era 19h30, mas como a maioria das pessoas sai do trabalho pouco antes desse horário e o costumeiro trânsito caótico foi potencializado pela chuva pesada que começou por volta das 18h, tivemos um atraso de quase uma hora, já que poucas das mais de 115 pessoas confirmadas haviam chegado. Porém, já no início da exibição do documentário, o auditório estava lotado e as pessoas continuavam a chegar. Pelos nossos controles, chegamos a ter cerca de 100 pessoas ao fim do documentário, entre skins, punx, queers, feministas, pessoal do rolê e gente que nem imagina o que é rolê.


A história das gangues que limparam o lixo fascista das ruas de Paris na década de 1980 recontada em Antifa: Chasseurs de Skins serviu de aquecimento para o debate que aconteceu na segunda parte do evento. Para dar início às discussões, a RASH-SP montou uma mesa composta por um skin membro do coletivo, um punk anarquista e um militante comunista. Todos os três levantaram pontos do filme que consideravam relevantes e, inevitavelmente, acabaram fazendo uma ponte com a realidade atual das ruas de São Paulo. Obviamente essa mesa não representava a todos os grupos e indivíduos presentes e nem era esse seu objetivo, mas logo em seguida todos os presentes puderam expor suas opiniões e propostas em relação à situação atual de nossas ruas. Por ser a primeira experiência deste tipo, faltou alguém que secretariasse a reunião, o que provocou certa desorganização na hora de se dar a palavra às pessoas que manifestavam interesse em falar, o que causou o protesto de algumas mulheres, que acusaram o favorecimento (inconsciente, obviamente) à manifestação dos homens, tanto hétero quanto homossexuais.


Falou-se, entre outras coisas, dos problemas enfrentados nos últimos tempos tanto na região central de São Paulo quanto em áreas periféricas como Osasco, onde as ações de bandos fascistas são cada vez mais descaradas, e também sobre a presença crescente de elementos vinculados a estes bandos nos serviços de segurança de casas noturnas da cidade. Alguns presentes também chamaram a atenção para a vinculação das gangues com organizações políticas de ultradireita, que as alimentam financeira e ideologicamente.





Inegavelmente, foi uma noite memorável, da qual saímos todxs nos sentindo fortalecidxs e decididxs a fortalecer as alianças que neste momento se estabelecem. Vivemos um momento bastante sério, mas é justamente a gravidade da situação atual que está possibilitando a concretização destas alianças improváveis e que têm potencial não só de aniquilar o ódio fascista que espreita nas ruas escuras, mas também de fazer tremer o próprio Poder opressor. A tarefa agora é dar continuidade a esses encontros e para isso contamos com o apoio e o comprometimento de todxs xs que amam a justiça e a liberdade.


O coletivo RASH SP, consciente da importância do processo iniciado com os eventos anteriormente citados, organizará nos próximos dias uma reunião com grupos e indivíduos comprometidos com a luta antifascista, com o objetivo de articular melhor nossas ações. Estes tempos novos exigem novas formas de organização e de luta e não podemos deixar o momento escapar. Daremos, assim, o pontapé inicial para reunir em uma ampla rede todxs aquelxs que já se encontram presentes lutando contra os grupos de ódio nas ruas de São Paulo, assim como aquelxs que desejem incorporar-se à luta a partir de agora. Desde já porém, deixamos claro que qualquer aliança que nasça desta discussão deverá se estabelecer com a maior horizontalidade possível, com o mínimo de burocracia e independência total de partidos, sindicatos e ONGs.  Valorizamos a ideia de que isso tudo não tenha um modelo pré-definido, justamente para que o novo surja. Algo novo tanto na forma de organização, como em suas ações.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Entrevista RASH-SP à revista "A Capa"


Postamos abaixo a entrevista que o coletivo RASH-SP concedeu ao reporter Marcelo Hailer, da revista "A Capa", voltada para o público homossexual.

Na materia final constam algumas informações equivocadas e que precisam ser melhores esclarecidas: consta a informação que os skinheads em sua  origem ouviam "punk rock", o que está errado, conforme já publicado aqui, o som dos skinheads originais era basicamente a música jamaicana.

Outro ponto importante a se destacar, é que na matéria, em um primeiro momento, temos a impressão que a nossa luta antifascista se resume APENAS ao combate a homofobia. Nossa luta é contra todas as formas de preconceito e discriminação, seja o preconceito racial, sexista, machista e obviamente o preconceito aos homossexuais.

Leiam e opinem!

domingo, 17 de abril de 2011

Enquanto isso no resto do mundo...

Noticiamos no post anterior o acontecimento do último dia 09, onde a extrema direita tentou se organizar para manifestar publicamente suas idéias machistas, homofóbicas e racistas. Em resposta, a juventude antifascista saiu às ruas, num contra-ato à manifestaçaõ fascista.

Porém não deixamos de citar em nossa nota, que o contra-ato necessitava da presença de toda a sociedade, de todos os setores das lutas sociais, de todos os coletivos que não concordam com as idéias defendidas pelo ato fascista.

Tomemos como exemplo - inspirador e motivador - a manifestação antifascista ocorrida no mesmo dia (09/04), na cidade de Lyon na França. Em resposta ao aumento das agressões e atos nazistas na cidade, cerca de 2.000 (DUAS MIL) pessoas foram às ruas protestar.


[França] Manifestação antifascista em Lyon reúne cerca de 2000 pessoas

 

Aos gritos de “nenhum racista na rua, nenhum fascista na rua”, “são racistas, são fascistas, são sexistas. Fora de nossa cidade”, “esmagar os fascistas”, “alerta, alerta antifascista”, “olelê, olalá, Lyon é antifascista”, entre outros, cerca de 2000 pessoas se reuniram neste sábado (9 de abril) em Lyon, em protesto contra a extrema-direita, o fascismo e o recrudescimento da violência nazi.

Partindo da Praça Bellecour por volta das 14h30, e percorrendo várias ruas do centro de Lyon, os manifestantes marcharam sob um sol forte com um carro de som, faixas, agitando bandeiras, cartazes e gritando palavras de ordem. Um forte contingente de policiais acompanhou a passeata. Não houve prisões nem incidentes.


Lyon é uma das cidades francesas onde a ascensão de grupos neonazistas é mais visível. Nos últimos dois anos têm visto um aumento nas agressões e atos nazistas na cidade. Os neonazistas da organização Blood & Honour abriram no município um local, através do grupo Bunker Korps Lyon e a associação Lyon Dissidente, onde organizam eventos e shows regularmente com total impunidade.

Nos últimos dois anos os neonazistas perpetraram dezenas de agressões na cidade, algumas com gravidade. A última violência ocorreu na quarta-feira (6 de abril), neste caso, três nazistas atacaram com bastões de madeira, pistolas de balas de borracha e gás lacrimogêneo vários ativistas que estavam distribuindo panfletos em um instituto escolar para a manifestação deste sábado.

A presença nazista na cidade conta, de alguma forma, com a cumplicidade das autoridades e dos meios de comunicação da cidade, que se esforçam em retratar o problema simplesmente como uma questão de gangues.

Além disso, os grupos neonazistas se aproveitam da atual crise e aumento das idéias e partidos de extrema-direita para agir.

Uma pesquisa recente de opinião surpreendeu a França ao indicar que a líder da extrema-direita Marine Le Pen, filha do anterior líder da Frente Nacionalista, Jean-Marie Le Pen, apareceu na frente de todos os demais candidatos no pleito previsto para o ano que vem. Marine, 42 anos, lidera a Frente Nacional desde janeiro e aparece como sucessora de seu pai.







Vídeo da manifestação:


Fonte: ANA (Agência de Notícias Anarquistas)