Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



segunda-feira, 28 de março de 2011

ANTIFA GIG


No dia 26 do mês passado, rolou no Estúdio Noise Terror em São Paulo mais um evento organizado pela RASH SP em conjunto com nossos camaradas Punks Antifascistas, o que vale destacar: eles estão longe do envolvimento com a cena ganguista e há muito tempo vêm mostrando para todos que skins e punks devem e vão andar juntos.

Na sequência falaremos da apresentação de cada banda na noite, porém primeiramente gostaríamos de falar dos demais atrativos do evento. Além de ser uma festa para confraternização entre camaradas, também procuramos montar um espaço para a exibição de alguns zines da cena punk e skin.

A exposição contou com zines de todas as épocas do movimento punk, desde o seu surgimento, como o Alerta Punk, com resenha das primeiras apresentações de bandas que hoje são consideradas clássicos e o zine Factor Zero um dos primeiros punkzines de São Paulo, se não o primeiro, mais uma grande quantidade de fanzines produzidos por coletivos punks que deixaram sua marca ou que continuam na ativa.


(clique nas imagens para ampliá-las)

Entre uma banda e outra, muita gente parou para ler os fanzines, cujo formato não mudou através do tempo: resenhas, críticas, política, recados, poemas e desenhos, todos eles seguindo a idéia do Do It Yoursef (DIY), ou em português, “Faça Você Mesmo”.

Com tudo isso, conseguimos alcançar o nosso objetivo de resgatar esse material antigo da gaveta e apresentá-lo às novas gerações, mostrando que com o tempo as concepções sobre certos temas foram mudando dentro do próprio punk, ocorrendo avanços nas idéias políticas e também alguns retrocessos. Um bom exemplo de como alguns setores já foram mais avançados politicamente no passado é o fanzine Rancore, de 1997, produzido por um grupo de Anarcopunks, contendo uma entrevista com um skinhead SHARP de Portugal.

Mas talvez o mais importante de tudo isso, é incentivar o público presente a produzir materiais do tipo, não somente fanzines, mas textos aleatórios, blogs, grafites e stickers, ou seja, divulgar a propaganda antifascista de todas as maneiras possíveis.



Quanto ao som, a idéia era trazer bandas que nunca haviam se apresentando em eventos nossos, tanto para que o evento tenha uma cara nova como permitir que as bandas passem suas mensagens em um espaço nosso. A resenha das apresentações estão abaixo:

3º Mundo
A banda que toca desde 2006, formada por punks da Zona Sul de São Paulo foi a primeira a se apresentar, tocou um Hardcore pesado com duas guitarras, sem frescuras ou influências do metal. Destaque para o baterista que toca muito. O final do som foi um repertório de covers: Olho Seco, Pzykoze e Ratos de Porão. Foi difícil encerrar o som da banda, o público não parava de agitar.



Banda com vocal feminino, formada na região do ABC de São Paulo com o nome de SxPxSx. Foi a segunda banda a se apresentar e levou um som que vai do punk ao hardcore, onde o público não parou de agitar da primeira à última música.


Pé Sujus foi a terceira banda a se apresentar, mostrando de cara um enorme comprometimento, já que tocaram sem o baixo, mas nem por isso a apresentação da banda deixou a desejar. Formada no Itaim Paulista em 2004 a banda já lançou diversos plays entre slits, tributos, participação em coletâneas e demos. Altamente comprometida com o movimento punk, sempre leva um público fiel às gigs.



O encerramento da apresentação das bandas da noite ficou por conta dos Subviventes, banda formada em 1988, também na região do ABC de São Paulo. Eles já têm três plays lançados: Lutar, Tão Forte Quanto o Tempo e Até Que o Dia Aconteça. Era uma das bandas mais aguardadas da noite, que no final ainda “levaram” alguns sons com a participação dos membros do DZK.


Além das bandas acima, foi divulgada também a presença da banda punk Fecaloma, porém por conta de um problema da banda com um dos integrantes, infelizmente a mesma não pde se apresentar.

A confraternização não parou por aí, entre uma banda e outra os camaradas Felix (Reggay 420) – com o melhor da música Jamaicana no vinil - Gringo (SP Panaróia) e Clash, mandando ver no punk, hardcore e Oi!, comandaram a discotecagem do local. O som rolou até o dia raiar, não deixando o público ir embora após o término da banda.


Pra finalizar, gostaríamos de agradecer novamente - porém agora em público - ao Demente, por sempre colaborar conosco com o espaço, ao pessoal das bandas, que tocam sempre pra colaborar para a construção de uma cena underground unida e sem sectarismo, aos amigos da discotecagem, que assim como as bandas, colaboram porque acreditam na cena punk e skin, aos camaradas punks que se esforçaram para ajudar em toda a organização, cada um fazendo a sua parte, e principalmente ao pessoal que compareceu, que trocou idéia, que confraternizou, que agitou, etc., mas não arrumou nenhuma briga.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher


Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, nós do Coletivo RASH São Paulo, viemos manifestar a importância desta data.

Essa data em que os meios de comunicação transforma em dia de comemoração, nós queremos lembrar da importância de reafirmarmos nosso compromisso com a luta pelos direitos e pela igualdade da mulher.

Essa luta é do nordestino, é do negro, é do homossexual, é da classe operária.

Se você é negro, você é discriminado e sofre com todas as formas de preconceitos e exclusões. Porém se você é uma mulher negra, você será muito mais discriminada pela sociedade, por ser mulher e por se negra.

Essa luta é anti-capitalista. A mulher pobre sofre muito mais (e muito mais mesmo) preconceito e exclusão que uma mulher de classe média.

Hoje também é dia de lembranças, porém não relembraremos das mulheres que chegaram ao tão desejado "poder", das mulheres que alcançaram os postos de diretoria e presidência nas empresas, ou da meia dúzia de jornalistas que ocupam a TV em horários "nobres", mas sim mulheres que lutam em todo o mundo contra a discriminação.

Somos solidários à luta das mulheres na América do Sul, às mulheres no Haiti, às mulheres na Europa. Às mulheres no Irã. Às mulheres que saíram as ruas no Egito e às que se encorajaram na Líbia e também foram às ruas.

Somos solidários às mães dos homossexuais agredidos em São Paulo e em todo o Brasil. Às esposas, filhas e mães que perderam seus filhos para a violência policial.

Dia 8 de março é o dia da mulher classista. É dia de dizer NÃO a violência sexista, a desvalorização do trabalho da mulher. Vamos às ruas gritar isso, vamos às ruas como foram as mulheres árabes, todos temos muito trabalho pela frente e muito o que avançar.

A luta contra a discriminação da mulher, contra todas as formas de excluí-las, contra o machismo, se faz todo dia.