Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher


Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, nós do Coletivo RASH São Paulo, viemos manifestar a importância desta data.

Essa data em que os meios de comunicação transforma em dia de comemoração, nós queremos lembrar da importância de reafirmarmos nosso compromisso com a luta pelos direitos e pela igualdade da mulher.

Essa luta é do nordestino, é do negro, é do homossexual, é da classe operária.

Se você é negro, você é discriminado e sofre com todas as formas de preconceitos e exclusões. Porém se você é uma mulher negra, você será muito mais discriminada pela sociedade, por ser mulher e por se negra.

Essa luta é anti-capitalista. A mulher pobre sofre muito mais (e muito mais mesmo) preconceito e exclusão que uma mulher de classe média.

Hoje também é dia de lembranças, porém não relembraremos das mulheres que chegaram ao tão desejado "poder", das mulheres que alcançaram os postos de diretoria e presidência nas empresas, ou da meia dúzia de jornalistas que ocupam a TV em horários "nobres", mas sim mulheres que lutam em todo o mundo contra a discriminação.

Somos solidários à luta das mulheres na América do Sul, às mulheres no Haiti, às mulheres na Europa. Às mulheres no Irã. Às mulheres que saíram as ruas no Egito e às que se encorajaram na Líbia e também foram às ruas.

Somos solidários às mães dos homossexuais agredidos em São Paulo e em todo o Brasil. Às esposas, filhas e mães que perderam seus filhos para a violência policial.

Dia 8 de março é o dia da mulher classista. É dia de dizer NÃO a violência sexista, a desvalorização do trabalho da mulher. Vamos às ruas gritar isso, vamos às ruas como foram as mulheres árabes, todos temos muito trabalho pela frente e muito o que avançar.

A luta contra a discriminação da mulher, contra todas as formas de excluí-las, contra o machismo, se faz todo dia.

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