Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



domingo, 17 de abril de 2011

Enquanto isso no resto do mundo...

Noticiamos no post anterior o acontecimento do último dia 09, onde a extrema direita tentou se organizar para manifestar publicamente suas idéias machistas, homofóbicas e racistas. Em resposta, a juventude antifascista saiu às ruas, num contra-ato à manifestaçaõ fascista.

Porém não deixamos de citar em nossa nota, que o contra-ato necessitava da presença de toda a sociedade, de todos os setores das lutas sociais, de todos os coletivos que não concordam com as idéias defendidas pelo ato fascista.

Tomemos como exemplo - inspirador e motivador - a manifestação antifascista ocorrida no mesmo dia (09/04), na cidade de Lyon na França. Em resposta ao aumento das agressões e atos nazistas na cidade, cerca de 2.000 (DUAS MIL) pessoas foram às ruas protestar.


[França] Manifestação antifascista em Lyon reúne cerca de 2000 pessoas

 

Aos gritos de “nenhum racista na rua, nenhum fascista na rua”, “são racistas, são fascistas, são sexistas. Fora de nossa cidade”, “esmagar os fascistas”, “alerta, alerta antifascista”, “olelê, olalá, Lyon é antifascista”, entre outros, cerca de 2000 pessoas se reuniram neste sábado (9 de abril) em Lyon, em protesto contra a extrema-direita, o fascismo e o recrudescimento da violência nazi.

Partindo da Praça Bellecour por volta das 14h30, e percorrendo várias ruas do centro de Lyon, os manifestantes marcharam sob um sol forte com um carro de som, faixas, agitando bandeiras, cartazes e gritando palavras de ordem. Um forte contingente de policiais acompanhou a passeata. Não houve prisões nem incidentes.


Lyon é uma das cidades francesas onde a ascensão de grupos neonazistas é mais visível. Nos últimos dois anos têm visto um aumento nas agressões e atos nazistas na cidade. Os neonazistas da organização Blood & Honour abriram no município um local, através do grupo Bunker Korps Lyon e a associação Lyon Dissidente, onde organizam eventos e shows regularmente com total impunidade.

Nos últimos dois anos os neonazistas perpetraram dezenas de agressões na cidade, algumas com gravidade. A última violência ocorreu na quarta-feira (6 de abril), neste caso, três nazistas atacaram com bastões de madeira, pistolas de balas de borracha e gás lacrimogêneo vários ativistas que estavam distribuindo panfletos em um instituto escolar para a manifestação deste sábado.

A presença nazista na cidade conta, de alguma forma, com a cumplicidade das autoridades e dos meios de comunicação da cidade, que se esforçam em retratar o problema simplesmente como uma questão de gangues.

Além disso, os grupos neonazistas se aproveitam da atual crise e aumento das idéias e partidos de extrema-direita para agir.

Uma pesquisa recente de opinião surpreendeu a França ao indicar que a líder da extrema-direita Marine Le Pen, filha do anterior líder da Frente Nacionalista, Jean-Marie Le Pen, apareceu na frente de todos os demais candidatos no pleito previsto para o ano que vem. Marine, 42 anos, lidera a Frente Nacional desde janeiro e aparece como sucessora de seu pai.







Vídeo da manifestação:


Fonte: ANA (Agência de Notícias Anarquistas)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Revoada dos Galinhas-Verdes II



Encorajados pelos comentários homofóbicos e racistas vomitados pelo deputado estadual Jair Bolsonaro (PP-RJ) nos últimos dias, um grupo de nazifascistas se organizou para protestar a favor do deputado e do direito à “liberdade de expressão”.

Lembrando que agredir (verbalmente e fisicamente), incentivar o ódio e a intolerância, não pode ser confundido com liberdade de expressão.

O ato vergonhoso aconteceu na manhã do último dia 09, no vão do MASP, cidade de São Paulo. Segundo as autoridades o ato não foi impedido porque “não extrapola o limite da manifestação de expressão”, já que a homofobia não é crime no país. Porém estava claro que era uma manifestação de apoio à violência, uma vez que os grupos participantes já foram mais de uma vez responsabilizados por agressões contra homossexuais, inclusive por casos envolvendo assassinatos.

Para denunciar o caráter claramente fascista da manifestação, estudantes, trabalhadores ligados à luta sindical, pessoas ligadas à luta contra a homofobia, membros do movimento negro, feministas, anarquistas, comunistas, punks e skins, também se dirigiram ao MASP no sábado a partir das 10 horas da manhã.

O grupo dos nazifascistas, que por volta das 10h30 da manhã não passava de cinco “galinhas-verdes”, alcançou por volta do meio dia o vergonhoso número de pouco mais de vinte pessoas. A composição da manifestação pró-homofobia merece uma atenção especial: grupos como Carecas do Subúrbio e Ultra Defesa, fascistas que se dizem contra o racismo e a xenofobia, se aliaram aos assumidamente adoradores de Hitler, para juntos gritarem palavras de ódio aos homossexuais. Novamente vale ressaltar: Carecas do Subúrbio, aliados à grupos nazistas como Kombat RAC.

Ainda a respeito desta união dos fascistas “não racistas” (sic) com os nazistas, o mais “espantoso” era ver que nesse meio havia negros e nordestinos: um dos integrantes declarou ser maranhense ao falar no megafone (acreditamos que tentando justificar não ser xenófobo), porém não se preocupou nenhum pouco em estar lado a lado com aqueles que defendem o “Poder Paulista”, com idéias imbecis como a de que o estado de São Paulo é a locomotiva do país, que deliram ao ponto de querer a separação do estado do resto do país, já que segundo essas ideias separatistas, as regiões norte e nordeste “vivem às custas de São Paulo”. Mas... e o camarada lá do Maranhão que citamos, como fica com esse separatismo? Sem falar que na parte nazista do grupo o que víamos eram verdadeiros WP´s: White Pardos.

Resumindo a série de contradições: negros, nordestinos, mulheres (sim, havia mulheres, deixamos para o próximo parágrafo os comentário a respeito), “trabalhadores”, usuários de trem lotado (o mesmo que gritou no megafone que era do Maranhão, também deixou claro que era do subúrbio e “pegava” trem lotado toda manhã), moradores de periferia (ou se preferir, “subúrbio”), explorados, enfim, todos os pertencentes às classes mais exploradas e discriminadas, reunidos para DISCRIMINAR, lado a lado com gente que adoraria enviá-los a uma câmara de gás.

Nós do coletivo RASH-SP estivemos lá durante toda a manhã, denunciando o ato fascista com gritos de liberdade contra a ditadura, o racismo e a homofobia, do início da manifestação até a hora que o último verme rastejou pra longe daquelas bandas, e em todo esse tempo percebemos a presença de apenas quatro mulheres no total. Fato que exibe o quanto são machistas.

Além do machismo, a contradição na composição: mulheres apoiando o preconceito e a violência contra a diversidade sexual, ao lado de grupos sexistas. Justamente as mulheres, que são vistas como inferiores aos homens pela sociedade machista, sociedade onde os atores principais são sempre os homens, elas entram – quando entram – como um complemento, ficam – quando muito – como um objeto de decoração, ou seja, ocupam um papel subalterno: como reprodutoras, mucamas e objeto sexual.

Como esperado de um grupo desse tipo, a falta de argumentos e racionalidade imperou nos cartazes e gritos dos “cabeças ocas”, que além de “defenderem” a família do deputado Bolsonaro (que segundo eles foi prejudicada com a exposição do “chefe” de família), pediam  extradição de Cesare Battisti e até “prestavam homenagem” às vítimas do massacre em Realengo, ainda que com erros de português. Quando abriam a boca, nada “melhor” saía, além de ofensas.

O ambiente estava cercado de policiais militares, ainda assim, os fachos não se intimidaram e as ameaças (até a alguns fotógrafos) corriam soltas a todo o momento. Por volta das 13 horas a polícia levou cerca de oito fascistas para “averiguação”, que como noticiado, sob a suspeita de já terem participado de crimes de violência no passado.

O grupo que numerosamente era menor, se desfez com a retirada desses para averiguação, encerrando o ato fascista.

Com o título desse post, relembramos o ato histórico ocorrido em 7 de outubro de 1934 na Praça da Sé em São Paulo, onde comunistas, anarquistas e sindicalistas, organizados em uma frente única antifascista, se posicionaram contra a marcha organizada pelos integralistas (dirigida por Plínio Salgado). A frente antifascista colocou os integralistas com seus uniformes verdes para correr.

Na contramanifestação deste último sábado como já foi dito, estavam reunidos indivíduos e grupos antifascistas dos mais variados, porém sentimos a falta de representantes de diversos setores das lutas sociais, como também dos partidos que são contra o racismo e a homofobia. Se quando os fascistas começaram a se reunir, a contramanifestação tivesse 1% das pessoas que se reúnem no 1º de Maio, por exemplo, o ato fascista não chegaria onde chegou. O fato mais importante é: não podemos deixar que outra manifestação como essa, “baseada” em “liberdade de expressão” volte a acontecer.

É com discursos como esses que a parcela preconceituosa da sociedade busca espalhar seu ódio e impor a intolerância. Um político como Bolsonaro, vomitar tudo o que ele vomitou e ainda assim sair impune, faz com que cada vez mais os fascistas criem coragem para se manifestar.

A atuação da mídia

A mídia presente mostrou pra que serve: noticiar o que traz mais audiência (IBOPE), uns até mostraram clara posição favorável aos fascistas ao noticiarem os fatos. O certo é que os veículos de comunicação de “maior expressão” pouco circulavam do lado dos que gritavam contra a ditadura e a homofobia por exemplo.

Um bom exemplo do comportamento da mídia em questões como essa, foi o programa exibido ontem no SBT, que abriu espaço para os “Carecas” falarem tranquilamente que o ódio pelos homossexuais é mortal, que a homossexualidade é um doença, que espalha a AIDS e que acaba com a instituição da família. O discurso mais comum entre qualquer desinformado, que sem ter argumentação alguma, se apega até a religião.

Nesse mesmo programa, Leão Lobo estava incumbido da tarefa de representar a classe dos homossexuais, como se ele, homossexual branco e de classe média, estivesse sujeito aos mesmos preconceitos e violência que sofre um homossexual de periferia.

A mídia faz isso, sem se preocupar em contribuir com a difusão das ideias mais absurdas e violentas desses grupos, sem se preocupar que com isso, estão contribuindo para a propagação da violência contra o ser humano.

sábado, 9 de abril de 2011

Documentário "ANTIFA: Chasseur de Skins" - Exibição e Debate


[clique na imagem para ampliar]
Aproveitando o lançamento do nosso Boletim Informativo do primeiro trimestre do ano que traz matéria e entrevista especial sobre o documentário francês (2008) "ANTIFA: Chasseur de Skins" (ANTIFA: "Caçadores de Skins), convidamos a todos para assistir a exibição do documentário, seguida de debate.

Para compor a mesa que mediará o debate, convidamos os camaradas            (punk, anarquista, vocalista da banda punk             ),          (professor de história, militante comunista), além de um membro do coletivo RASH-SP.

Para informações sobre o local, favor entrar em contato no e-mail contatorashsp@yahoo.com.br.

Adiantamos que o evento ocorrerá na região central da cidade de São Paulo, próximo à uma estação do Metrô, justamente para facilitar o acesso. Lembrando que a data do dia 20/04, antecede feriado prolongado. Não há desculpas, COMPAREÇAM!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Boletim Janeiro/Fevereiro/Março 2011


Saudações Libertárias!

Demorou, mas finalmente saiu nosso primeiro boletim do ano, contracultural e carregado de informações inéditas, exclusivas e reveladoras.

O boletim chega também com um novo visual e o que para nós é muito importante: textos completamente originais, elaborados e escritos pelo próprio coletivo RASH-SP. Esse exemplar é o primeiro a ser lançado no formato trimestral, periodicidade que passa a valer a partir de agora.

Agradecemos de maneira especial nosso amigo Igor, sem o qual esse boletim levaria mais tempo para ficar pronto. Somos gratos também à finada Maloka Elétrika, que colabora constantemente com todas as atividades do coletivo. Também tivemos a colaboração solidária de vários amigos espalhados pelo mundo, em especial ao camarada italiano Skakallo, aos caras do Los Fastidios, à Seção RASH em Bogotá na Colômbia e ao português-parisiense Rocky, pelas valiosas informações sobre os primeiros grupos de Caçadores de Fascistas.

É isso, leiam com atenção, opinem, critiquem, tirem dúvidas e o mais importante: divulguem! Faça circular!

Boa leitura,

Coletivo RASH-SP

Nota: Para baixar o boletim em alta resolução, com imagens de melhor qualidade, clique aqui. Porém devemos informar que o tamanho do arquivo é bem maior que a versão disponibilizada acima.