Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Entrevista RASH-SP à revista "A Capa"


Postamos abaixo a entrevista que o coletivo RASH-SP concedeu ao reporter Marcelo Hailer, da revista "A Capa", voltada para o público homossexual.

Na materia final constam algumas informações equivocadas e que precisam ser melhores esclarecidas: consta a informação que os skinheads em sua  origem ouviam "punk rock", o que está errado, conforme já publicado aqui, o som dos skinheads originais era basicamente a música jamaicana.

Outro ponto importante a se destacar, é que na matéria, em um primeiro momento, temos a impressão que a nossa luta antifascista se resume APENAS ao combate a homofobia. Nossa luta é contra todas as formas de preconceito e discriminação, seja o preconceito racial, sexista, machista e obviamente o preconceito aos homossexuais.

Leiam e opinem!

Um comentário:

Ricardo Rocha Aguieiras disse...

Parabéns pela reportagem e pelo o que puderam falar. Não gostoda revista "A CAPA", por atingir apenas um determinado público dentro do meio LGBT, algo eletizado e artificial. Bem como não gosto do "jornalista" e"repórter" Marcelo Hailer, que é um partidarista fundamentalista que impõe uma política medonha de censura aos comentários de leitores, cerceando as pessoas que não pensam como ele.
Acho super legal e desconstrução da palavra e da visão "skinhead", para algo positivo e acho corajoso o que foi dito.
Tenho um sério medo de algumas coisas que eu ainda não entendo: Vejo pessoas e carinhas envolvidos na luta anti fascista que já foram neonazistas... depois vejo essas mesmas pessoas voltarem para o nazismo, ficam passeando entre um lado e outro,parece não existir em suas cabeças nada maduro ou escolha,apenas fetiches para um visual, roupas que me remete até ao Fashion Week, usam uniformes; ou me remetem, também ao militarismo. Sinto que,além do fetiche por roupas, há o fetiche pela viuolência, passeam e ficam onde for mais violento... posso estar errado, mas queria entender melhor esse trânsito, por que, se for assim, aonde estão os anarquistas verdadeiros??? Como uma pessoa pode mudar tanto de ideologia e de valores? Onde fica a personalidade? não compreendo e se alguém puder me ajudar a compreender,fico grato. Os Queers anarquistas, por exemplo, que conheci, usam o termo "queer",mas nem sabe o que é a Teoria Queer...ou Michel Foucault ... isso das roupas e da cobrança de que o próximo se vista igual não é igualzinho ao que impõe o terno e gravata? Acho que seria bem saudável refletirmossobre isso, também.
Felicidades,
Ricardo Aguieiras
aguieiras2002@yahoo.com.br