Não Somos Gangue!

Não somos uma gangue! Não somos um partido político! Somos um coletivo de Skinheads Antifascistas, composto por anarquistas e comunistas! Acreditamos na igualdade de todos os seres humanos, sem bandeiras, sem separatismo, sem preconceito ou qualquer barreira, seja ela de classe, cor de pele ou orientação sexual. Nossa principal atuação é no meio contracultural em que estamos, levando nossos princípios de esquerda e princípios libertários, atuamos através da propaganda antifascista, mas vamos além disso, procuramos atuar junto à classe trabalhadora, o verdadeiro pilar da sociedade, a luta do trabalhador, do pobre, do explorado, essa é a nossa luta. Defendemos a cultura Skinhead, cultura que nasce nos subúrbios ingleses, de uma juventude de imigrantes jamaicanos, negros, e da juventude inglesa trabalhadora das periferias, fabricas e portos. Cultura de união, diversão, futebol, cerveja, e luta, porém uma luta de cabeças, não de botas e facas. Dos que nos oprimem nada esperamos. Esperamos apenas de nossos irmãos de classe.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Reivindicaremos o 7 de Outubro sempre!

Nas últimas semanas a imprensa marrom paulistana, esta que sorrateiramente nos espreita pelas quebradas virtuais em busca de escândalos, andou tentando explorar com sua característica má fé as referências que já fizemos à Revoada dos Galinhas Verdes de 1934 aqui em nosso blogue.

Em 7 de outubro de 1934, antifascistas deram um duro golpe nos sonhos de poder dos integralistas no Brasil. Uma Frente Única Antifascista composta por anarquistas, comunistas, socialistas e antifascistas em geral botou pra correr os fascistas que, "liderados" por Plínio Salgado, se manifestavam nessa data na Praça da Sé em São Paulo.

Esta data deve ser relembrada, comemorada e, o mais importante de tudo, servir de exemplo para toda a juventude que hoje está nas ruas em São Paulo, tentando de alguma forma se organizar contra a ação dos nazi-fascistas que espalham o ódio contra homossexuais, negros e moradores de ruas. Antifascismo não é moda, não é um lado a ser tomado em uma guerra entre gangues, antifascismo é luta, é combater o poder do capital que mostra suas garras através do machismo, da homofobia, do sexismo, do racismo e da exploração dxs trabalhadorxs. 
 
Não será a má fé dessa imprensa marrom que vai nos fazer negar essa data, não deixaremos jamais de reivindicar o 7 de outubro como exemplo de unidade antifascista e de luta vitoriosa nas ruas da cidade.

Para complementar a nossa homenagem à essa data, vamos deixar abaixo uma citação que xs nossxs camaradas da Maloka Eletrika utilizaram em sua comemoração desta data:


Sete de Outubro! Lélia! 



Em 7 de outubro de 1934, na Praça da Sé, todos nós, os engajados na luta antifascista (trotskistas, socialistas, anarquistas, stalinistas e democratas), enfrentamos, com armas na mão ou sem elas, a organização fascista-integralista, comandada por Plínio Salgado. Os integralistas estavam todos fardados, bem armados, enquadrados e prontos para uma demonstração de força, protegidos pelas instituições político-militares getulistas e dispostos a tomar o poder. Nós, espalhados ao longo da praça e nas ruas adjacentes, esperamos pacientemente que desfilassem primeiro as crianças, também fardadas, e as mulheres integralistas. Depois disso, quando os asseclas de Plínio iniciaram seu desfile, nós todos, a um só comando, avançamos e começou a luta aberta. Não me lembro quanto tempo demorou o tiroteio. Eu estava junto aos portões do prédio Santa Helena com um grupo de trotskistas, entre eles meu irmão Mário, Fernando Saveiro e outros. Nosso grupo não tinha armas, apenas grossos pedaços de paus e pedras. O embate foi intenso. Fumaça, estampidos e gritos que ecoavam por toda a praça. Houve muitos feridos, entre os quais Mário Pedrosa, que foi baleado numa perna, e um morto, o jovem militante do PCB Décio Pinto de Oliveira. Meu irmão Fúlvio, ao lado deles, socorreu-os imediatamente.
[...]

Os fatos que antecederam e os que se sucederam a este episódio constam da história desta cidade e não cabe, aqui, alongar-me sobre este momento histórico, que contribuiu realmente para deter o ímpeto do integralismo em direção ao poder.

Lélia Abramo

Um comentário:

Nua. disse...

Seria mais bonito se fosse uma luta pacifica.